Isoniazida + Carbamazepina
⚠O que acontece
Toxicidade por carbamazepina: ataxia, nistagmo, diplopia, letargia, náuseas. Em casos graves: arritmias e coma.
⚙Mecanismo
Isoniazida inibe CYP3A4 e CYP2C19 (vias de metabolismo da carbamazepina), elevando seus níveis séricos em 40-100% em 1-2 semanas.
📋Conduta Clinica
Monitorar nível sérico de carbamazepina semanalmente no primeiro mês. Reduzir dose de CBZ em 30-50% se nível > 12 mcg/mL.
🔍O que monitorar
Nível sérico de carbamazepina (manter 4-12 mcg/mL), exame neurológico, transaminases (hepatotoxicidade aditiva)
↺Alternativas
Levetiracetam ou valproato (com cautela por hepatotoxicidade aditiva com INH) como antiepilépticos.
📚Referências
Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Carbamazepina?
A combinação de Isoniazida com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Toxicidade por carbamazepina: ataxia, nistagmo, diplopia, letargia, náuseas. Em casos graves: arritmias e coma. Monitorar nível sérico de carbamazepina semanalmente no primeiro mês. Reduzir dose de CBZ em 30-50% se nível > 12 mcg/mL.
Isoniazida e Carbamazepina interagem?
Sim, Isoniazida e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida inibe cyp3a4 e cyp2c19 (vias de metabolismo da carbamazepina), elevando seus níveis séricos em 40-100% em 1-2 semanas.. A conduta recomendada é: monitorar nível sérico de carbamazepina semanalmente no primeiro mês. reduzir dose de cbz em 30-50% se nível > 12 mcg/ml..
Qual o risco de Isoniazida com Carbamazepina?
O risco da associação Isoniazida + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Toxicidade por carbamazepina: ataxia, nistagmo, diplopia, letargia, náuseas. Em casos graves: arritmias e coma. Monitorar: nível sérico de carbamazepina (manter 4-12 mcg/ml), exame neurológico, transaminases (hepatotoxicidade aditiva).
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
Revisada por equipe farmaceutica — Tier A
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