Imatinibe + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis de tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremores, cefaleia), hipercalemia e prolongamento QTc (>500ms) com risco de torsades de pointes.

Mecanismo

Imatinibe inibe a CYP3A4 (IC50 ~1-5μM) e a P-glicoproteína (IC50 ~5-10μM). O tacrolimus é metabolizado principalmente pela CYP3A4 (Km ~2-5μM) e transportado pela P-gp. A inibição dupla reduz a depuração hepática e a secreção intestinal, aumentando a AUC em 3-5 vezes. Além disso, ambos os fármacos prolongam o intervalo QTc por bloqueio de canais hERG, com efeito aditivo.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de tacrolimus em 50-75% ao iniciar imatinibe. Monitorar nível sérico (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Alvo de C0: 5-10 ng/mL (transplante) ou conforme indicação. Realizar ECG basal e após 1 semana.

🔍O que monitorar

Nível sérico de tacrolimus (C0), creatinina, clearance de creatinina, eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+), ECG com QTc (basal e semanal no primeiro mês), sinais de neurotoxicidade.

Alternativas

Considerar ciclosporina (com ajuste de dose) ou everolimus. Alternativa ideal: trocar imatinibe por dasatinibe ou nilotinibe (menor inibição da CYP3A4/P-gp).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Relatos de caso de interação imatinibe-tacrolimus (Am J Transplant. 2005;5:1837-8).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Imatinibe com Tacrolimus?

A combinação de Imatinibe com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremores, cefaleia), hipercalemia e prolongamento QTc (>500ms) com risco de torsades de pointes. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de tacrolimus em 50-75% ao iniciar imatinibe. Monitorar nível sérico (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Alvo de C0: 5-10 ng/mL (transplante) ou conforme indicação. Realizar ECG basal e após 1 semana.

Imatinibe e Tacrolimus interagem?

Sim, Imatinibe e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve imatinibe inibe a cyp3a4 (ic50 ~1-5μm) e a p-glicoproteína (ic50 ~5-10μm). o tacrolimus é metabolizado principalmente pela cyp3a4 (km ~2-5μm) e transportado pela p-gp. a inibição dupla reduz a depuração hepática e a secreção intestinal, aumentando a auc em 3-5 vezes. além disso, ambos os fármacos prolongam o intervalo qtc por bloqueio de canais herg, com efeito aditivo.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de tacrolimus em 50-75% ao iniciar imatinibe. monitorar nível sérico (c0) a cada 2-3 dias até estabilização. alvo de c0: 5-10 ng/ml (transplante) ou conforme indicação. realizar ecg basal e após 1 semana..

Qual o risco de Imatinibe com Tacrolimus?

O risco da associação Imatinibe + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremores, cefaleia), hipercalemia e prolongamento QTc (>500ms) com risco de torsades de pointes. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (c0), creatinina, clearance de creatinina, eletrólitos (k+, mg2+, ca2+), ecg com qtc (basal e semanal no primeiro mês), sinais de neurotoxicidade..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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