Imatinibe + Sirolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis de sirolimus, com risco de mielossupressão grave (leucopenia, trombocitopenia, anemia), mucosite, hiperlipidemia e pneumonite.

Mecanismo

Imatinibe inibe a CYP3A4 (IC50 ~1-5μM) e a P-glicoproteína (IC50 ~5-10μM). O sirolimus é metabolizado extensivamente pela CYP3A4 (Km ~3-8μM) e transportado pela P-gp. A inibição dupla reduz a depuração hepática e a secreção intestinal, aumentando a AUC em 3-5 vezes. O sirolimus tem índice terapêutico estreito e a superexposição leva a mielossupressão dose-dependente.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de sirolimus em 50-75% ao iniciar imatinibe. Monitorar nível sérico (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Alvo de C0: 4-12 ng/mL (transplante) ou conforme indicação. Ajustar dose para manter hemograma seguro.

🔍O que monitorar

Nível sérico de sirolimus (C0), hemograma completo (basal e semanal no primeiro mês), perfil lipídico, função renal, sinais de mucosite e infecção.

Alternativas

Considerar everolimus (também substrato da CYP3A4/P-gp, mas com manejo similar) ou trocar imatinibe por dasatinibe/nilotinibe.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Relatos de caso de interação imatinibe-sirolimus (Bone Marrow Transplant. 2006;37:1031-2).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Imatinibe com Sirolimus?

A combinação de Imatinibe com Sirolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de sirolimus, com risco de mielossupressão grave (leucopenia, trombocitopenia, anemia), mucosite, hiperlipidemia e pneumonite. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de sirolimus em 50-75% ao iniciar imatinibe. Monitorar nível sérico (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Alvo de C0: 4-12 ng/mL (transplante) ou conforme indicação. Ajustar dose para manter hemograma seguro.

Imatinibe e Sirolimus interagem?

Sim, Imatinibe e Sirolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve imatinibe inibe a cyp3a4 (ic50 ~1-5μm) e a p-glicoproteína (ic50 ~5-10μm). o sirolimus é metabolizado extensivamente pela cyp3a4 (km ~3-8μm) e transportado pela p-gp. a inibição dupla reduz a depuração hepática e a secreção intestinal, aumentando a auc em 3-5 vezes. o sirolimus tem índice terapêutico estreito e a superexposição leva a mielossupressão dose-dependente.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de sirolimus em 50-75% ao iniciar imatinibe. monitorar nível sérico (c0) a cada 2-3 dias até estabilização. alvo de c0: 4-12 ng/ml (transplante) ou conforme indicação. ajustar dose para manter hemograma seguro..

Qual o risco de Imatinibe com Sirolimus?

O risco da associação Imatinibe + Sirolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de sirolimus, com risco de mielossupressão grave (leucopenia, trombocitopenia, anemia), mucosite, hiperlipidemia e pneumonite. Monitorar: nível sérico de sirolimus (c0), hemograma completo (basal e semanal no primeiro mês), perfil lipídico, função renal, sinais de mucosite e infecção..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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