Imatinibe + Ciclosporina
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis de ciclosporina, com risco de nefrotoxicidade aguda (elevação de creatinina, oligúria), hipertensão, tremores e neurotoxicidade.
⚙Mecanismo
Imatinibe inibe a CYP3A4 (IC50 ~1-5μM) e a P-glicoproteína (IC50 ~5-10μM), ambas críticas para o metabolismo e transporte da ciclosporina. A ciclosporina é substrato da CYP3A4 (Km ~1-3μM) e da P-gp, com índice terapêutico estreito. A inibição dupla reduz a depuração hepática e a secreção intestinal/renal, aumentando a AUC em 3-5 vezes e a Cmax em 2-3 vezes.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose de ciclosporina em 50-75% ao iniciar imatinibe. Monitorar nível sérico (C0 e C2) a cada 2-3 dias até estabilização. Ajustar dose para manter C0 entre 100-200 ng/mL (ou conforme indicação).
🔍O que monitorar
Nível sérico de ciclosporina (C0 e C2), creatinina sérica (basal e a cada 48h na primeira semana), clearance de creatinina, pressão arterial, eletrólitos (K+, Mg2+).
↺Alternativas
Considerar tacrolimus (com ajuste de dose) ou everolimus, que também interagem, mas podem ser manejados com monitoramento. Alternativa ideal: trocar imatinibe por inibidor de tirosina quinase com menor potencial inibitório (ex: dasatinibe, que é inibidor fraco da CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Relatos de caso de nefrotoxicidade com imatinibe e ciclosporina (Transplant Proc. 2007;39:160-2).
Perguntas Frequentes
Pode tomar Imatinibe com Ciclosporina?
A combinação de Imatinibe com Ciclosporina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de ciclosporina, com risco de nefrotoxicidade aguda (elevação de creatinina, oligúria), hipertensão, tremores e neurotoxicidade. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose de ciclosporina em 50-75% ao iniciar imatinibe. Monitorar nível sérico (C0 e C2) a cada 2-3 dias até estabilização. Ajustar dose para manter C0 entre 100-200 ng/mL (ou conforme indicação).
Imatinibe e Ciclosporina interagem?
Sim, Imatinibe e Ciclosporina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve imatinibe inibe a cyp3a4 (ic50 ~1-5μm) e a p-glicoproteína (ic50 ~5-10μm), ambas críticas para o metabolismo e transporte da ciclosporina. a ciclosporina é substrato da cyp3a4 (km ~1-3μm) e da p-gp, com índice terapêutico estreito. a inibição dupla reduz a depuração hepática e a secreção intestinal/renal, aumentando a auc em 3-5 vezes e a cmax em 2-3 vezes.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: reduzir dose de ciclosporina em 50-75% ao iniciar imatinibe. monitorar nível sérico (c0 e c2) a cada 2-3 dias até estabilização. ajustar dose para manter c0 entre 100-200 ng/ml (ou conforme indicação)..
Qual o risco de Imatinibe com Ciclosporina?
O risco da associação Imatinibe + Ciclosporina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de ciclosporina, com risco de nefrotoxicidade aguda (elevação de creatinina, oligúria), hipertensão, tremores e neurotoxicidade. Monitorar: nível sérico de ciclosporina (c0 e c2), creatinina sérica (basal e a cada 48h na primeira semana), clearance de creatinina, pressão arterial, eletrólitos (k+, mg2+)..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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