Fluvoxamina + Olaparibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento moderado nos níveis de olaparibe, elevando o risco de mielossupressão (anemia, neutropenia), fadiga e náuseas. O risco é menor que com ibrutinibe, mas ainda clinicamente relevante.

Mecanismo

Olaparibe é metabolizado principalmente pela CYP3A4 (~70%). Fluvoxamina inibe potentemente a CYP3A4 (Ki ≈ 0.1-0.2 μM). Estudos com itraconazol (inibidor potente) mostraram aumento de 2.7 vezes na AUC do olaparibe. Espera-se efeito similar com fluvoxamina.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se necessário, reduzir a dose de olaparibe para 200 mg duas vezes ao dia (dose inicial padrão é 300 mg) e monitorar toxicidades. Trocar fluvoxamina por um ISRS com menor inibição da CYP3A4 é preferível.

🔍O que monitorar

Hemograma completo mensal e conforme sintomas. Monitorar sinais de mielodisplasia ou leucemia mieloide aguda (raro, mas grave). Avaliar função renal e hepática periodicamente.

Alternativas

Substituir fluvoxamina por sertralina, citalopram ou escitalopram. Niraparibe e rucaparibe são inibidores de PARP com menor dependência da CYP3A4, mas cada um tem perfil de interação distinto.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Olaparib Label; Estudos de interação com itraconazol.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Olaparibe?

A combinação de Fluvoxamina com Olaparibe apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado nos níveis de olaparibe, elevando o risco de mielossupressão (anemia, neutropenia), fadiga e náuseas. O risco é menor que com ibrutinibe, mas ainda clinicamente relevante. Evitar a associação. Se necessário, reduzir a dose de olaparibe para 200 mg duas vezes ao dia (dose inicial padrão é 300 mg) e monitorar toxicidades. Trocar fluvoxamina por um ISRS com menor inibição da CYP3A4 é preferível.

Fluvoxamina e Olaparibe interagem?

Sim, Fluvoxamina e Olaparibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve olaparibe é metabolizado principalmente pela cyp3a4 (~70%). fluvoxamina inibe potentemente a cyp3a4 (ki ≈ 0.1-0.2 μm). estudos com itraconazol (inibidor potente) mostraram aumento de 2.7 vezes na auc do olaparibe. espera-se efeito similar com fluvoxamina.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se necessário, reduzir a dose de olaparibe para 200 mg duas vezes ao dia (dose inicial padrão é 300 mg) e monitorar toxicidades. trocar fluvoxamina por um isrs com menor inibição da cyp3a4 é preferível..

Qual o risco de Fluvoxamina com Olaparibe?

O risco da associação Fluvoxamina + Olaparibe é classificado como MODERADA. Aumento moderado nos níveis de olaparibe, elevando o risco de mielossupressão (anemia, neutropenia), fadiga e náuseas. O risco é menor que com ibrutinibe, mas ainda clinicamente relevante. Monitorar: hemograma completo mensal e conforme sintomas. monitorar sinais de mielodisplasia ou leucemia mieloide aguda (raro, mas grave). avaliar função renal e hepática periodicamente..

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Atualizado em junho/2026

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