Fluvoxamina + Eritromicina
⚠O que acontece
Aumento discreto nos níveis de eritromicina, com risco aditivo de prolongamento QTc e Torsades de Pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural).
⚙Mecanismo
A eritromicina é metabolizada por CYP3A4 (Km ~50-100 μM) e inibe essa enzima de forma irreversível. A fluvoxamina inibe CYP3A4 de forma reversível e moderada (IC50 ~10-20 μM). A coadministração pode elevar as concentrações de eritromicina em cerca de 20-30%, mas a autoinibição pela eritromicina limita o impacto adicional. Ambos os fármacos podem prolongar o QTc: eritromicina por bloqueio de canais hERG e fluvoxamina em altas doses.
📋Conduta Clinica
Uso concomitante permitido com monitoramento. Em pacientes com risco cardiovascular, realizar ECG basal e após 3-5 dias. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos. Corrigir eletrólitos antes do início.
🔍O que monitorar
ECG (QTc) basal e seriado em pacientes de risco. Eletrólitos (K+, Mg2+). Sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura).
↺Alternativas
Azitromicina (menor risco de prolongamento QTc e não inibe CYP3A4). Para o antidepressivo, considerar sertralina ou citalopram.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QTdrugs List; Dados de metabolismo in vitro
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Eritromicina?
A combinação de Fluvoxamina com Eritromicina apresenta interação de gravidade leve. Aumento discreto nos níveis de eritromicina, com risco aditivo de prolongamento QTc e Torsades de Pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Uso concomitante permitido com monitoramento. Em pacientes com risco cardiovascular, realizar ECG basal e após 3-5 dias. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos. Corrigir eletrólitos antes do início.
Fluvoxamina e Eritromicina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Eritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a eritromicina é metabolizada por cyp3a4 (km ~50-100 μm) e inibe essa enzima de forma irreversível. a fluvoxamina inibe cyp3a4 de forma reversível e moderada (ic50 ~10-20 μm). a coadministração pode elevar as concentrações de eritromicina em cerca de 20-30%, mas a autoinibição pela eritromicina limita o impacto adicional. ambos os fármacos podem prolongar o qtc: eritromicina por bloqueio de canais herg e fluvoxamina em altas doses.. A conduta recomendada é: uso concomitante permitido com monitoramento. em pacientes com risco cardiovascular, realizar ecg basal e após 3-5 dias. se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos. corrigir eletrólitos antes do início..
Qual o risco de Fluvoxamina com Eritromicina?
O risco da associação Fluvoxamina + Eritromicina é classificado como LEVE. Aumento discreto nos níveis de eritromicina, com risco aditivo de prolongamento QTc e Torsades de Pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Monitorar: ecg (qtc) basal e seriado em pacientes de risco. eletrólitos (k+, mg2+). sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura)..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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