Fluvoxamina + Claritromicina
⚠O que acontece
Aumento discreto nos níveis de claritromicina, com potencial aditivo para prolongamento do intervalo QTc e risco de arritmias ventriculares (Torsades de Pointes). O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (hipocalemia, bradicardia, uso de outros fármacos que prolongam QTc).
⚙Mecanismo
A claritromicina é metabolizada principalmente por CYP3A4 (Km ~10-50 μM) e também inibe essa enzima de forma irreversível. A fluvoxamina inibe CYP3A4 de forma reversível e moderada (IC50 ~10-20 μM), além de inibir potentemente CYP1A2 e CYP2C19. A coadministração pode levar a um aumento modesto (estimado em 20-40%) nas concentrações de claritromicina, mas o efeito é atenuado pela autoinibição da claritromicina. O risco de prolongamento QTc é aditivo, pois ambos os fármacos podem prolongar o intervalo QTc por mecanismos distintos (fluvoxamina por inibição de canais hERG em altas doses, claritromicina por inibição de CYP3A4 e efeito direto).
📋Conduta Clinica
A associação pode ser usada com cautela. Não requer ajuste de dose rotineiro. Em pacientes com risco cardiovascular, considerar ECG basal e monitoramento. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, suspender um dos fármacos.
🔍O que monitorar
ECG (QTc) basal e após 3-5 dias do início da associação em pacientes de risco. Monitorar eletrólitos (K+, Mg2+). Avaliar resposta clínica e sintomas de arritmia (palpitações, síncope).
↺Alternativas
Azitromicina (não inibe CYP3A4 e tem menor risco de prolongamento QTc) ou outro antibiótico não macrolídeo, se indicado. Para o antidepressivo, considerar sertralina ou citalopram (menor inibição de CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QTdrugs List; Estudos de interação in vitro com CYP3A4
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Claritromicina?
A combinação de Fluvoxamina com Claritromicina apresenta interação de gravidade leve. Aumento discreto nos níveis de claritromicina, com potencial aditivo para prolongamento do intervalo QTc e risco de arritmias ventriculares (Torsades de Pointes). O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (hipocalemia, bradicardia, uso de outros fármacos que prolongam QTc). A associação pode ser usada com cautela. Não requer ajuste de dose rotineiro. Em pacientes com risco cardiovascular, considerar ECG basal e monitoramento. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, suspender um dos fármacos.
Fluvoxamina e Claritromicina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Claritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a claritromicina é metabolizada principalmente por cyp3a4 (km ~10-50 μm) e também inibe essa enzima de forma irreversível. a fluvoxamina inibe cyp3a4 de forma reversível e moderada (ic50 ~10-20 μm), além de inibir potentemente cyp1a2 e cyp2c19. a coadministração pode levar a um aumento modesto (estimado em 20-40%) nas concentrações de claritromicina, mas o efeito é atenuado pela autoinibição da claritromicina. o risco de prolongamento qtc é aditivo, pois ambos os fármacos podem prolongar o intervalo qtc por mecanismos distintos (fluvoxamina por inibição de canais herg em altas doses, claritromicina por inibição de cyp3a4 e efeito direto).. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com cautela. não requer ajuste de dose rotineiro. em pacientes com risco cardiovascular, considerar ecg basal e monitoramento. se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, suspender um dos fármacos..
Qual o risco de Fluvoxamina com Claritromicina?
O risco da associação Fluvoxamina + Claritromicina é classificado como LEVE. Aumento discreto nos níveis de claritromicina, com potencial aditivo para prolongamento do intervalo QTc e risco de arritmias ventriculares (Torsades de Pointes). O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (hipocalemia, bradicardia, uso de outros fármacos que prolongam QTc). Monitorar: ecg (qtc) basal e após 3-5 dias do início da associação em pacientes de risco. monitorar eletrólitos (k+, mg2+). avaliar resposta clínica e sintomas de arritmia (palpitações, síncope)..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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