Fluconazol + Vincristina
⚠O que acontece
Aumento do risco de neurotoxicidade dose-limitante: neuropatia periférica (parestesias, perda de reflexos tendinosos, fraqueza motora), constipação grave/íleo paralítico, disfunção autonômica, e raramente convulsões. Mielossupressão (neutropenia) é menos proeminente que com outros alcaloides da vinca.
⚙Mecanismo
Vincristina é metabolizada primariamente pela CYP3A4 e é substrato da glicoproteína-P (P-gp). Fluconazol é inibidor moderado da CYP3A4 e pode inibir fracamente a P-gp. A coadministração com inibidores potentes da CYP3A4 (itraconazol) aumentou a AUC da vincristina em 20-40% e reduziu seu clearance. Fluconazol, em doses altas, pode causar aumento significativo da exposição à vincristina, elevando o risco de neurotoxicidade grave (neuropatia periférica, íleo paralítico, convulsões) e mielossupressão.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose de vincristina em 50% (ex: de 1,4 mg/m² para 0,7 mg/m², máximo 1 mg). Monitorar rigorosamente neurotoxicidade. Considerar uso de antifúngico alternativo. Em protocolos curativos (ex: linfoma), a interação pode comprometer o desfecho; discutir com oncologista.
🔍O que monitorar
Avaliação neurológica antes de cada dose: reflexos tendinosos, força motora, sensibilidade, função intestinal (ausculta, distensão). Hemograma semanal. Nível sérico de vincristina não é rotineiramente disponível; ajuste baseado em toxicidade clínica.
↺Alternativas
Substituir fluconazol por caspofungina, micafungina ou anidulafungina (sem interação com CYP3A4/P-gp). Se azólico for necessário, evitar voriconazol e posaconazol (inibidores potentes).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos de interação com itraconazol; Diretrizes de neurotoxicidade por vinca-alcaloides
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluconazol com Vincristina?
A combinação de Fluconazol com Vincristina apresenta interação de gravidade grave. Aumento do risco de neurotoxicidade dose-limitante: neuropatia periférica (parestesias, perda de reflexos tendinosos, fraqueza motora), constipação grave/íleo paralítico, disfunção autonômica, e raramente convulsões. Mielossupressão (neutropenia) é menos proeminente que com outros alcaloides da vinca. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose de vincristina em 50% (ex: de 1,4 mg/m² para 0,7 mg/m², máximo 1 mg). Monitorar rigorosamente neurotoxicidade. Considerar uso de antifúngico alternativo. Em protocolos curativos (ex: linfoma), a interação pode comprometer o desfecho; discutir com oncologista.
Fluconazol e Vincristina interagem?
Sim, Fluconazol e Vincristina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve vincristina é metabolizada primariamente pela cyp3a4 e é substrato da glicoproteína-p (p-gp). fluconazol é inibidor moderado da cyp3a4 e pode inibir fracamente a p-gp. a coadministração com inibidores potentes da cyp3a4 (itraconazol) aumentou a auc da vincristina em 20-40% e reduziu seu clearance. fluconazol, em doses altas, pode causar aumento significativo da exposição à vincristina, elevando o risco de neurotoxicidade grave (neuropatia periférica, íleo paralítico, convulsões) e mielossupressão.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: reduzir dose de vincristina em 50% (ex: de 1,4 mg/m² para 0,7 mg/m², máximo 1 mg). monitorar rigorosamente neurotoxicidade. considerar uso de antifúngico alternativo. em protocolos curativos (ex: linfoma), a interação pode comprometer o desfecho; discutir com oncologista..
Qual o risco de Fluconazol com Vincristina?
O risco da associação Fluconazol + Vincristina é classificado como GRAVE. Aumento do risco de neurotoxicidade dose-limitante: neuropatia periférica (parestesias, perda de reflexos tendinosos, fraqueza motora), constipação grave/íleo paralítico, disfunção autonômica, e raramente convulsões. Mielossupressão (neutropenia) é menos proeminente que com outros alcaloides da vinca. Monitorar: avaliação neurológica antes de cada dose: reflexos tendinosos, força motora, sensibilidade, função intestinal (ausculta, distensão). hemograma semanal. nível sérico de vincristina não é rotineiramente disponível; ajuste baseado em toxicidade clínica..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 (inibidor moderado, aumenta AUC de imatinibe ~1,5-2,5x). Imatinibe é substrato principal de CYP3A4.
Amiodarona inibe CYP3A4 (aumento de AUC de erlotinibe ~1,5-2x). Erlotinibe é substrato de CYP3A4 e tem risco QT.
Amiodarona inibe CYP3A4 (aumento AUC sunitinibe ~1,5-2,5x) e ambos prolongam QT via bloqueio hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 e CYP3A4. O Tamoxifeno é um pró-fármaco metabolizado principalmente pela CYP2D6 em endoxifeno (metabólito ativo 100x mais potente) e pela CYP3A4 em N-desmetil-tamoxifeno. A inibição da CYP2D6 pode reduzir a formação de endoxifeno em 30-50%, comprometendo a eficácia antitumoral. Paradoxalmente, a inibição da CYP3A4 pode aumentar os níveis do Tamoxifeno inalterado, contribuindo para efeitos adversos.
Atualizado em junho/2026
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