Fluconazol + Eritromicina
⚠O que acontece
Aumento da exposição à eritromicina, com risco de prolongamento do QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita. Maior risco em pacientes com distúrbios eletrolíticos, bradicardia ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT. Também pode exacerbar efeitos gastrointestinais e hepatotoxicidade.
⚙Mecanismo
Fluconazol inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~ 10-20 μM), principal via de metabolismo da eritromicina (N-desmetilação). A eritromicina também é um inibidor fraco da CYP3A4 e um conhecido bloqueador de canais hERG (IKr), prolongando o intervalo QT. A inibição do metabolismo da eritromicina pelo fluconazol aumenta sua AUC em 30-60%, elevando o risco de cardiotoxicidade aditiva.
📋Conduta Clinica
Evitar associação se possível. Se necessário: ECG basal e após 48h. Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Suspender se QTc > 500 ms. Considerar redução de dose de eritromicina em 30-50% ou mudança para azitromicina (menor risco de QT e menor metabolismo por CYP3A4).
🔍O que monitorar
ECG com QTc (basal, 48h, semanal), eletrólitos (K+, Mg2+), função hepática (TGO/TGP), sinais de arritmia.
↺Alternativas
Substituir eritromicina por azitromicina ou doxiciclina. Para fluconazol, avaliar alternativa antifúngica sem inibição de CYP3A4.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; Clin Pharmacol Ther. 1998;64(3):257-264.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluconazol com Eritromicina?
A combinação de Fluconazol com Eritromicina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da exposição à eritromicina, com risco de prolongamento do QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita. Maior risco em pacientes com distúrbios eletrolíticos, bradicardia ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT. Também pode exacerbar efeitos gastrointestinais e hepatotoxicidade. Evitar associação se possível. Se necessário: ECG basal e após 48h. Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Suspender se QTc > 500 ms. Considerar redução de dose de eritromicina em 30-50% ou mudança para azitromicina (menor risco de QT e menor metabolismo por CYP3A4).
Fluconazol e Eritromicina interagem?
Sim, Fluconazol e Eritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluconazol inibe moderadamente a cyp3a4 (ki ~ 10-20 μm), principal via de metabolismo da eritromicina (n-desmetilação). a eritromicina também é um inibidor fraco da cyp3a4 e um conhecido bloqueador de canais herg (ikr), prolongando o intervalo qt. a inibição do metabolismo da eritromicina pelo fluconazol aumenta sua auc em 30-60%, elevando o risco de cardiotoxicidade aditiva.. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se necessário: ecg basal e após 48h. manter k+ ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 2,0 mg/dl. suspender se qtc > 500 ms. considerar redução de dose de eritromicina em 30-50% ou mudança para azitromicina (menor risco de qt e menor metabolismo por cyp3a4)..
Qual o risco de Fluconazol com Eritromicina?
O risco da associação Fluconazol + Eritromicina é classificado como MODERADA. Aumento da exposição à eritromicina, com risco de prolongamento do QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita. Maior risco em pacientes com distúrbios eletrolíticos, bradicardia ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT. Também pode exacerbar efeitos gastrointestinais e hepatotoxicidade. Monitorar: ecg com qtc (basal, 48h, semanal), eletrólitos (k+, mg2+), função hepática (tgo/tgp), sinais de arritmia..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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