Fluconazol + Ciclofosfamida
⚠O que acontece
Risco de redução da eficácia antineoplásica e/ou aumento de toxicidades: mielossupressão (leucopenia, neutropenia febril, trombocitopenia), cistite hemorrágica, náuseas/vômitos, e cardiotoxicidade (rara).
⚙Mecanismo
Ciclofosfamida é um pró-fármaco que requer ativação hepática primariamente pela CYP2C9 (e CYP3A4 em menor grau) a 4-hidroxiciclofosfamida, e também é inativada por CYP3A4 a metabólitos inativos. Fluconazol é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~7 μM) e inibidor fraco da CYP3A4. A inibição da CYP2C9 pode reduzir a ativação da ciclofosfamida, diminuindo sua eficácia, enquanto a inibição da CYP3A4 pode aumentar a exposição ao fármaco inalterado e a metabólitos tóxicos (acroleína, cloroacetaldeído). O efeito líquido é imprevisível: pode haver tanto redução da eficácia quanto aumento da toxicidade (mielossupressão, cistite hemorrágica, cardiotoxicidade).
📋Conduta Clinica
Se possível, evitar a combinação. Se indispensável: monitorar rigorosamente a resposta clínica e toxicidades. Não há ajuste de dose padronizado; considerar redução empírica de 25% da dose de ciclofosfamida se houver toxicidade excessiva. Garantir hidratação adequada e uso de mesna para prevenção de cistite hemorrágica. Preferir antifúngicos alternativos (equinocandinas) quando viável.
🔍O que monitorar
Hemograma completo a cada 2-3 dias durante o nadir (geralmente 7-14 dias pós-ciclo). Função renal (creatinina, urinálise com pesquisa de hematúria) antes de cada ciclo. Sinais de cistite (disúria, hematúria). Avaliação de resposta tumoral conforme protocolo.
↺Alternativas
Substituir fluconazol por caspofungina, micafungina ou anidulafungina (sem interação com CYP2C9/3A4). Se azólico for necessário, voriconazol é inibidor mais potente e deve ser evitado.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos de metabolismo da ciclofosfamida; Diretrizes de suporte em oncologia (ASCO, NCCN)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluconazol com Ciclofosfamida?
A combinação de Fluconazol com Ciclofosfamida apresenta interação de gravidade moderada. Risco de redução da eficácia antineoplásica e/ou aumento de toxicidades: mielossupressão (leucopenia, neutropenia febril, trombocitopenia), cistite hemorrágica, náuseas/vômitos, e cardiotoxicidade (rara). Se possível, evitar a combinação. Se indispensável: monitorar rigorosamente a resposta clínica e toxicidades. Não há ajuste de dose padronizado; considerar redução empírica de 25% da dose de ciclofosfamida se houver toxicidade excessiva. Garantir hidratação adequada e uso de mesna para prevenção de cistite hemorrágica. Preferir antifúngicos alternativos (equinocandinas) quando viável.
Fluconazol e Ciclofosfamida interagem?
Sim, Fluconazol e Ciclofosfamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ciclofosfamida é um pró-fármaco que requer ativação hepática primariamente pela cyp2c9 (e cyp3a4 em menor grau) a 4-hidroxiciclofosfamida, e também é inativada por cyp3a4 a metabólitos inativos. fluconazol é inibidor moderado da cyp2c9 (ki ~7 μm) e inibidor fraco da cyp3a4. a inibição da cyp2c9 pode reduzir a ativação da ciclofosfamida, diminuindo sua eficácia, enquanto a inibição da cyp3a4 pode aumentar a exposição ao fármaco inalterado e a metabólitos tóxicos (acroleína, cloroacetaldeído). o efeito líquido é imprevisível: pode haver tanto redução da eficácia quanto aumento da toxicidade (mielossupressão, cistite hemorrágica, cardiotoxicidade).. A conduta recomendada é: se possível, evitar a combinação. se indispensável: monitorar rigorosamente a resposta clínica e toxicidades. não há ajuste de dose padronizado; considerar redução empírica de 25% da dose de ciclofosfamida se houver toxicidade excessiva. garantir hidratação adequada e uso de mesna para prevenção de cistite hemorrágica. preferir antifúngicos alternativos (equinocandinas) quando viável..
Qual o risco de Fluconazol com Ciclofosfamida?
O risco da associação Fluconazol + Ciclofosfamida é classificado como MODERADA. Risco de redução da eficácia antineoplásica e/ou aumento de toxicidades: mielossupressão (leucopenia, neutropenia febril, trombocitopenia), cistite hemorrágica, náuseas/vômitos, e cardiotoxicidade (rara). Monitorar: hemograma completo a cada 2-3 dias durante o nadir (geralmente 7-14 dias pós-ciclo). função renal (creatinina, urinálise com pesquisa de hematúria) antes de cada ciclo. sinais de cistite (disúria, hematúria). avaliação de resposta tumoral conforme protocolo..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 (inibidor moderado, aumenta AUC de imatinibe ~1,5-2,5x). Imatinibe é substrato principal de CYP3A4.
Amiodarona inibe CYP3A4 (aumento de AUC de erlotinibe ~1,5-2x). Erlotinibe é substrato de CYP3A4 e tem risco QT.
Amiodarona inibe CYP3A4 (aumento AUC sunitinibe ~1,5-2,5x) e ambos prolongam QT via bloqueio hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 e CYP3A4. O Tamoxifeno é um pró-fármaco metabolizado principalmente pela CYP2D6 em endoxifeno (metabólito ativo 100x mais potente) e pela CYP3A4 em N-desmetil-tamoxifeno. A inibição da CYP2D6 pode reduzir a formação de endoxifeno em 30-50%, comprometendo a eficácia antitumoral. Paradoxalmente, a inibição da CYP3A4 pode aumentar os níveis do Tamoxifeno inalterado, contribuindo para efeitos adversos.
Atualizado em junho/2026
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