Fenitoína + Imatinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de imatinibe, podendo levar à perda de resposta hematológica ou citogenética em pacientes com leucemia mieloide crônica (LMC) ou tumores estromais gastrointestinais (GIST). A relevância clínica é moderada a alta, pois a falha terapêutica pode resultar em progressão da doença. Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x.

Mecanismo

A fenitoína é um indutor potente do CYP3A4, principal via de metabolização do imatinibe (>70% metabolizado por esta via, Km ~2-5 μM). A indução enzimática aumenta a depuração do imatinibe em 40-60%, reduzindo sua AUC em 30-50% e a meia-vida de 18-24 horas para 10-14 horas. O efeito indutor máximo ocorre após 1-2 semanas. Estudos farmacocinéticos e relatos de caso documentam redução significativa dos níveis plasmáticos.

📋Conduta Clinica

Se a associação for necessária: 1) Aumentar a dose de imatinibe em 2-3 vezes, com ajuste baseado na resposta hematológica e molecular (ex: níveis de BCR-ABL); 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou o imatinibe por inibidor de tirosina quinase de segunda geração com menor dependência de CYP3A4 (ex: dasatinibe, nilotinibe - também substratos, mas com menor magnitude de interação). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de imatinibe progressivamente para evitar toxicidade (mielossupressão, hepatotoxicidade, cardiotoxicidade).

🔍O que monitorar

Monitorar resposta hematológica (hemograma completo) e molecular (BCR-ABL quantitativo) a cada 2-4 semanas durante o ajuste de dose. Função hepática (TGO/TGP, bilirrubinas) e ECG (QTc) a cada consulta. Sinais de toxicidade (edema, náusea, rash, mielossupressão).

Alternativas

Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico (monitorar função hepática). Alternativas ao imatinibe: dasatinibe, nilotinibe (ambos substratos CYP3A4, mas com menor magnitude de interação), bosutinibe, ponatinibe (também substratos CYP3A4).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Hansten PD, Horn JR. Drug Interactions Analysis and Management. St. Louis: Wolters Kluwer; 2020.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Imatinibe?

A combinação de Fenitoína com Imatinibe apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de imatinibe, podendo levar à perda de resposta hematológica ou citogenética em pacientes com leucemia mieloide crônica (LMC) ou tumores estromais gastrointestinais (GIST). A relevância clínica é moderada a alta, pois a falha terapêutica pode resultar em progressão da doença. Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x. Se a associação for necessária: 1) Aumentar a dose de imatinibe em 2-3 vezes, com ajuste baseado na resposta hematológica e molecular (ex: níveis de BCR-ABL); 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou o imatinibe por inibidor de tirosina quinase de segunda geração com menor dependência de CYP3A4 (ex: dasatinibe, nilotinibe - também substratos, mas com menor magnitude de interação). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de imatinibe progressivamente para evitar toxicidade (mielossupressão, hepatotoxicidade, cardiotoxicidade).

Fenitoína e Imatinibe interagem?

Sim, Fenitoína e Imatinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína é um indutor potente do cyp3a4, principal via de metabolização do imatinibe (>70% metabolizado por esta via, km ~2-5 μm). a indução enzimática aumenta a depuração do imatinibe em 40-60%, reduzindo sua auc em 30-50% e a meia-vida de 18-24 horas para 10-14 horas. o efeito indutor máximo ocorre após 1-2 semanas. estudos farmacocinéticos e relatos de caso documentam redução significativa dos níveis plasmáticos.. A conduta recomendada é: se a associação for necessária: 1) aumentar a dose de imatinibe em 2-3 vezes, com ajuste baseado na resposta hematológica e molecular (ex: níveis de bcr-abl); 2) considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou o imatinibe por inibidor de tirosina quinase de segunda geração com menor dependência de cyp3a4 (ex: dasatinibe, nilotinibe - também substratos, mas com menor magnitude de interação). 3) na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de imatinibe progressivamente para evitar toxicidade (mielossupressão, hepatotoxicidade, cardiotoxicidade)..

Qual o risco de Fenitoína com Imatinibe?

O risco da associação Fenitoína + Imatinibe é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de imatinibe, podendo levar à perda de resposta hematológica ou citogenética em pacientes com leucemia mieloide crônica (LMC) ou tumores estromais gastrointestinais (GIST). A relevância clínica é moderada a alta, pois a falha terapêutica pode resultar em progressão da doença. Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x. Monitorar: monitorar resposta hematológica (hemograma completo) e molecular (bcr-abl quantitativo) a cada 2-4 semanas durante o ajuste de dose. função hepática (tgo/tgp, bilirrubinas) e ecg (qtc) a cada consulta. sinais de toxicidade (edema, náusea, rash, mielossupressão)..

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Atualizado em junho/2026

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