Fenitoína + Erlotinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de erlotinibe, podendo levar à perda de eficácia antineoplásica em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) ou outros tumores. A relevância clínica é moderada a alta, pois a falha terapêutica pode resultar em progressão da doença. Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x.

Mecanismo

A fenitoína é um indutor potente do CYP3A4 e CYP1A2, principais vias de metabolização do erlotinibe (>80% metabolizado por CYP3A4 e CYP1A2, Km ~1-5 μM para CYP3A4 e ~0,5-2 μM para CYP1A2). A indução enzimática aumenta a depuração do erlotinibe em 50-80%, reduzindo sua AUC em 40-60% e a meia-vida de 36 horas para 18-24 horas. O efeito indutor máximo ocorre após 1-2 semanas. Estudos farmacocinéticos e relatos de caso documentam redução significativa dos níveis plasmáticos.

📋Conduta Clinica

Se a associação for necessária: 1) Aumentar a dose de erlotinibe em 2-3 vezes, com ajuste baseado na resposta clínica e tolerabilidade (ex: rash cutâneo, diarreia); 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou o erlotinibe por inibidor de tirosina quinase com menor dependência de CYP3A4/1A2 (ex: gefitinibe, afatinibe - metabolismo mínimo por CYP). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de erlotinibe progressivamente para evitar toxicidade (rash grave, diarreia, hepatotoxicidade).

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (ex: imagem tumoral, marcadores tumorais) a cada 4-8 semanas durante o ajuste de dose. Função hepática (TGO/TGP, bilirrubinas) e sinais de toxicidade (rash cutâneo, diarreia, dispneia) a cada consulta. ECG (QTc) se houver fatores de risco.

Alternativas

Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico (monitorar função hepática). Alternativas ao erlotinibe: gefitinibe (metabolismo mínimo por CYP), afatinibe (metabolismo mínimo), osimertinibe (substrato CYP3A4, mas com menor magnitude de interação).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Hansten PD, Horn JR. Drug Interactions Analysis and Management. St. Louis: Wolters Kluwer; 2020.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Erlotinibe?

A combinação de Fenitoína com Erlotinibe apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de erlotinibe, podendo levar à perda de eficácia antineoplásica em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) ou outros tumores. A relevância clínica é moderada a alta, pois a falha terapêutica pode resultar em progressão da doença. Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x. Se a associação for necessária: 1) Aumentar a dose de erlotinibe em 2-3 vezes, com ajuste baseado na resposta clínica e tolerabilidade (ex: rash cutâneo, diarreia); 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou o erlotinibe por inibidor de tirosina quinase com menor dependência de CYP3A4/1A2 (ex: gefitinibe, afatinibe - metabolismo mínimo por CYP). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de erlotinibe progressivamente para evitar toxicidade (rash grave, diarreia, hepatotoxicidade).

Fenitoína e Erlotinibe interagem?

Sim, Fenitoína e Erlotinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína é um indutor potente do cyp3a4 e cyp1a2, principais vias de metabolização do erlotinibe (>80% metabolizado por cyp3a4 e cyp1a2, km ~1-5 μm para cyp3a4 e ~0,5-2 μm para cyp1a2). a indução enzimática aumenta a depuração do erlotinibe em 50-80%, reduzindo sua auc em 40-60% e a meia-vida de 36 horas para 18-24 horas. o efeito indutor máximo ocorre após 1-2 semanas. estudos farmacocinéticos e relatos de caso documentam redução significativa dos níveis plasmáticos.. A conduta recomendada é: se a associação for necessária: 1) aumentar a dose de erlotinibe em 2-3 vezes, com ajuste baseado na resposta clínica e tolerabilidade (ex: rash cutâneo, diarreia); 2) considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou o erlotinibe por inibidor de tirosina quinase com menor dependência de cyp3a4/1a2 (ex: gefitinibe, afatinibe - metabolismo mínimo por cyp). 3) na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de erlotinibe progressivamente para evitar toxicidade (rash grave, diarreia, hepatotoxicidade)..

Qual o risco de Fenitoína com Erlotinibe?

O risco da associação Fenitoína + Erlotinibe é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de erlotinibe, podendo levar à perda de eficácia antineoplásica em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) ou outros tumores. A relevância clínica é moderada a alta, pois a falha terapêutica pode resultar em progressão da doença. Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x. Monitorar: monitorar resposta clínica (ex: imagem tumoral, marcadores tumorais) a cada 4-8 semanas durante o ajuste de dose. função hepática (tgo/tgp, bilirrubinas) e sinais de toxicidade (rash cutâneo, diarreia, dispneia) a cada consulta. ecg (qtc) se houver fatores de risco..

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Atualizado em junho/2026

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