Fenitoína + Eritromicina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução dos níveis de eritromicina, resultando em falha terapêutica em infecções respiratórias, cutâneas ou genitais. Risco de resistência bacteriana.

Mecanismo

A fenitoína induz a CYP3A4, que metaboliza >80% da eritromicina. A eritromicina sofre N-desmetilação e hidroxilação. A indução reduz a AUC da eritromicina em 40-60% e a Cmax em 30-50%. A meia-vida diminui de 1,5h para 1h. A eritromicina é um inibidor moderado da CYP3A4, mas o efeito indutor da fenitoína é dominante. A redução dos níveis pode levar a falha no tratamento de infecções por Gram-positivos e atípicos.

📋Conduta Clinica

1. Evitar associação. 2. Se inevitável, aumentar eritromicina para 500-1000 mg a cada 6h (dose usual: 250-500 mg). 3. Monitorar eficácia clínica (febre, sintomas). 4. Considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor. 5. Alternativa antibiótica: azitromicina, claritromicina (também afetada, mas menos), ou doxiciclina.

🔍O que monitorar

Avaliar resposta clínica após 3-5 dias. ECG com QTc basal e após 1 semana (eritromicina prolonga QT). TGO/TGP se uso prolongado.

Alternativas

Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina. Alternativas à eritromicina: azitromicina, claritromicina (com ajuste), ou levofloxacino.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Eritromicina; Antimicrob Agents Chemother. 2009;53(11):4680-5.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Eritromicina?

A combinação de Fenitoína com Eritromicina apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis de eritromicina, resultando em falha terapêutica em infecções respiratórias, cutâneas ou genitais. Risco de resistência bacteriana. 1. Evitar associação. 2. Se inevitável, aumentar eritromicina para 500-1000 mg a cada 6h (dose usual: 250-500 mg). 3. Monitorar eficácia clínica (febre, sintomas). 4. Considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor. 5. Alternativa antibiótica: azitromicina, claritromicina (também afetada, mas menos), ou doxiciclina.

Fenitoína e Eritromicina interagem?

Sim, Fenitoína e Eritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína induz a cyp3a4, que metaboliza >80% da eritromicina. a eritromicina sofre n-desmetilação e hidroxilação. a indução reduz a auc da eritromicina em 40-60% e a cmax em 30-50%. a meia-vida diminui de 1,5h para 1h. a eritromicina é um inibidor moderado da cyp3a4, mas o efeito indutor da fenitoína é dominante. a redução dos níveis pode levar a falha no tratamento de infecções por gram-positivos e atípicos.. A conduta recomendada é: 1. evitar associação. 2. se inevitável, aumentar eritromicina para 500-1000 mg a cada 6h (dose usual: 250-500 mg). 3. monitorar eficácia clínica (febre, sintomas). 4. considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor. 5. alternativa antibiótica: azitromicina, claritromicina (também afetada, mas menos), ou doxiciclina..

Qual o risco de Fenitoína com Eritromicina?

O risco da associação Fenitoína + Eritromicina é classificado como MODERADA. Redução dos níveis de eritromicina, resultando em falha terapêutica em infecções respiratórias, cutâneas ou genitais. Risco de resistência bacteriana. Monitorar: avaliar resposta clínica após 3-5 dias. ecg com qtc basal e após 1 semana (eritromicina prolonga qt). tgo/tgp se uso prolongado..

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Atualizado em junho/2026

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