Fenitoína + Claritromicina
⚠O que acontece
Redução dos níveis de claritromicina, levando a falha terapêutica em infecções bacterianas (pneumonia, sinusite, erradicação de H. pylori). Risco de resistência bacteriana.
⚙Mecanismo
A fenitoína induz a CYP3A4, responsável por >70% do metabolismo da claritromicina. A claritromicina é metabolizada a 14-hidroxi-claritromicina (ativo) e sofre N-desmetilação. A indução reduz a AUC da claritromicina em 40-60% e a Cmax em 30-50%. A meia-vida diminui de 5h para 3h. A claritromicina também é um inibidor moderado da CYP3A4, mas o efeito indutor da fenitoína predomina. A redução dos níveis pode comprometer o tratamento de infecções respiratórias e H. pylori.
📋Conduta Clinica
1. Evitar associação se possível. 2. Se inevitável, aumentar claritromicina para 500-1000 mg a cada 12h (dose usual: 250-500 mg). 3. Monitorar eficácia clínica (resolução de sintomas, teste de H. pylori). 4. Considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor. 5. Alternativa antibiótica: azitromicina (não é substrato CYP3A4), levofloxacino.
🔍O que monitorar
Avaliar resposta clínica após 3-5 dias. ECG com QTc basal e após 1 semana (claritromicina prolonga QT). TGO/TGP se uso prolongado. Em erradicação de H. pylori, teste de antígeno fecal após 4 semanas.
↺Alternativas
Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina. Alternativas à claritromicina: azitromicina, levofloxacino, ou amoxicilina (para H. pylori, substituir por metronidazol ou levofloxacino).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Claritromicina; Clin Infect Dis. 2012;55(4):518-25.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Claritromicina?
A combinação de Fenitoína com Claritromicina apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis de claritromicina, levando a falha terapêutica em infecções bacterianas (pneumonia, sinusite, erradicação de H. pylori). Risco de resistência bacteriana. 1. Evitar associação se possível. 2. Se inevitável, aumentar claritromicina para 500-1000 mg a cada 12h (dose usual: 250-500 mg). 3. Monitorar eficácia clínica (resolução de sintomas, teste de H. pylori). 4. Considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor. 5. Alternativa antibiótica: azitromicina (não é substrato CYP3A4), levofloxacino.
Fenitoína e Claritromicina interagem?
Sim, Fenitoína e Claritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína induz a cyp3a4, responsável por >70% do metabolismo da claritromicina. a claritromicina é metabolizada a 14-hidroxi-claritromicina (ativo) e sofre n-desmetilação. a indução reduz a auc da claritromicina em 40-60% e a cmax em 30-50%. a meia-vida diminui de 5h para 3h. a claritromicina também é um inibidor moderado da cyp3a4, mas o efeito indutor da fenitoína predomina. a redução dos níveis pode comprometer o tratamento de infecções respiratórias e h. pylori.. A conduta recomendada é: 1. evitar associação se possível. 2. se inevitável, aumentar claritromicina para 500-1000 mg a cada 12h (dose usual: 250-500 mg). 3. monitorar eficácia clínica (resolução de sintomas, teste de h. pylori). 4. considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor. 5. alternativa antibiótica: azitromicina (não é substrato cyp3a4), levofloxacino..
Qual o risco de Fenitoína com Claritromicina?
O risco da associação Fenitoína + Claritromicina é classificado como MODERADA. Redução dos níveis de claritromicina, levando a falha terapêutica em infecções bacterianas (pneumonia, sinusite, erradicação de H. pylori). Risco de resistência bacteriana. Monitorar: avaliar resposta clínica após 3-5 dias. ecg com qtc basal e após 1 semana (claritromicina prolonga qt). tgo/tgp se uso prolongado. em erradicação de h. pylori, teste de antígeno fecal após 4 semanas..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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