Eritromicina + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo e rápido dos níveis séricos de tacrolimus, elevando o risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões), hipercalemia e hiperglicemia. O índice terapêutico estreito do tacrolimus torna essa interação potencialmente fatal.

Mecanismo

A eritromicina é um inibidor potente da CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM) e da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal. O tacrolimus é substrato da CYP3A4 (principal via metabólica, Km ~1-5 μM) e da P-gp. A inibição dupla reduz significativamente o metabolismo hepático e o efluxo intestinal/renal, aumentando a biodisponibilidade oral e diminuindo a depuração. Estudos de interação mostram aumento de 2 a 4 vezes na AUC do tacrolimus, com elevação rápida dos níveis séricos.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: reduzir empiricamente a dose de tacrolimus em 50% no início da eritromicina. Monitorar o nível sérico de tacrolimus (vale) após 2-3 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 5-15 ng/mL, dependendo do protocolo). Ajustes adicionais devem ser baseados nos níveis. Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de tacrolimus com monitoramento frequente.

🔍O que monitorar

Nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias inicialmente, depois semanalmente até estabilização. Função renal (creatinina sérica, clearance de creatinina, débito urinário) diariamente. Eletrólitos (potássio, magnésio), glicemia, pressão arterial e avaliação neurológica a cada consulta.

Alternativas

Substituir a eritromicina por um antibiótico macrolídeo com menor potencial inibitório, como azitromicina (inibidor fraco de CYP3A4/P-gp), ou por uma classe alternativa (ex: fluorquinolona, se apropriado). Se a eritromicina for essencial, considerar o uso de um imunossupressor alternativo com menor dependência de CYP3A4/P-gp, como ciclosporina (embora também interaja, o manejo pode ser mais familiar) ou belatacept (via de eliminação diferente).

📚Referências

UCSF P-gp Table; Micromedex 2024; Flockhart Drug Interactions Table; Estudos de interação eritromicina-tacrolimus (AUC aumentada 2-4x).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Eritromicina com Tacrolimus?

A combinação de Eritromicina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo e rápido dos níveis séricos de tacrolimus, elevando o risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões), hipercalemia e hiperglicemia. O índice terapêutico estreito do tacrolimus torna essa interação potencialmente fatal. Evitar a coadministração sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: reduzir empiricamente a dose de tacrolimus em 50% no início da eritromicina. Monitorar o nível sérico de tacrolimus (vale) após 2-3 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 5-15 ng/mL, dependendo do protocolo). Ajustes adicionais devem ser baseados nos níveis. Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de tacrolimus com monitoramento frequente.

Eritromicina e Tacrolimus interagem?

Sim, Eritromicina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a eritromicina é um inibidor potente da cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm) e da glicoproteína-p (p-gp) intestinal e renal. o tacrolimus é substrato da cyp3a4 (principal via metabólica, km ~1-5 μm) e da p-gp. a inibição dupla reduz significativamente o metabolismo hepático e o efluxo intestinal/renal, aumentando a biodisponibilidade oral e diminuindo a depuração. estudos de interação mostram aumento de 2 a 4 vezes na auc do tacrolimus, com elevação rápida dos níveis séricos.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável: reduzir empiricamente a dose de tacrolimus em 50% no início da eritromicina. monitorar o nível sérico de tacrolimus (vale) após 2-3 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 5-15 ng/ml, dependendo do protocolo). ajustes adicionais devem ser baseados nos níveis. após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de tacrolimus com monitoramento frequente..

Qual o risco de Eritromicina com Tacrolimus?

O risco da associação Eritromicina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo e rápido dos níveis séricos de tacrolimus, elevando o risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões), hipercalemia e hiperglicemia. O índice terapêutico estreito do tacrolimus torna essa interação potencialmente fatal. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias inicialmente, depois semanalmente até estabilização. função renal (creatinina sérica, clearance de creatinina, débito urinário) diariamente. eletrólitos (potássio, magnésio), glicemia, pressão arterial e avaliação neurológica a cada consulta..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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