Eritromicina + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, levando a nefrotoxicidade aguda (elevação da creatinina, oligúria), neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões), hipercalemia e hiperglicemia. O prolongamento do QTc é um risco adicional, mas secundário.

Mecanismo

A eritromicina é um inibidor potente da CYP3A4 e da P-glicoproteína (P-gp) intestinal. O tacrolimus é substrato de ambas as vias: é extensivamente metabolizado pela CYP3A4 no fígado e intestino, e sua absorção e distribuição são moduladas pela P-gp. A inibição dupla pela eritromicina resulta em um aumento dramático na biodisponibilidade oral e redução da depuração sistêmica do tacrolimus. Estudos de interação mostram aumentos de 3 a 5 vezes na AUC e Cmax do tacrolimus. Isso eleva acentuadamente o risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade e hipercalemia. Embora ambos possam prolongar o QTc, o risco primário é a toxicidade direta do tacrolimus.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável: reduzir a dose de tacrolimus em 50-70% no início da terapia com eritromicina. Monitorar o nível sérico (vale) diariamente e ajustar a dose para manter a faixa terapêutica. Após a descontinuação da eritromicina, a dose de tacrolimus precisará ser aumentada gradualmente (em 2-3 dias) com monitoramento intensivo.

🔍O que monitorar

Nível sérico de tacrolimus (vale, C0) diariamente nos primeiros 7 dias, depois em dias alternados até estabilização. Creatinina sérica, clearance de creatinina e débito urinário diários. Eletrólitos (K+, Mg2+) diariamente. ECG basal e se houver fatores de risco para QT. Sinais de neurotoxicidade (tremor, alteração do estado mental). Glicemia capilar.

Alternativas

Substituir a eritromicina por um antibiótico com menor potencial de interação, como azitromicina (inibidor fraco da CYP3A4/P-gp) ou uma classe não macrolídea (ex: cefalosporina, fluorquinolona), conforme orientação microbiológica.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos de interação (ex: Shaeffer et al., Transplantation 1998); UCSF P-gp Table

Perguntas Frequentes

Pode tomar Eritromicina com Tacrolimus?

A combinação de Eritromicina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, levando a nefrotoxicidade aguda (elevação da creatinina, oligúria), neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões), hipercalemia e hiperglicemia. O prolongamento do QTc é um risco adicional, mas secundário. Evitar a associação. Se indispensável: reduzir a dose de tacrolimus em 50-70% no início da terapia com eritromicina. Monitorar o nível sérico (vale) diariamente e ajustar a dose para manter a faixa terapêutica. Após a descontinuação da eritromicina, a dose de tacrolimus precisará ser aumentada gradualmente (em 2-3 dias) com monitoramento intensivo.

Eritromicina e Tacrolimus interagem?

Sim, Eritromicina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a eritromicina é um inibidor potente da cyp3a4 e da p-glicoproteína (p-gp) intestinal. o tacrolimus é substrato de ambas as vias: é extensivamente metabolizado pela cyp3a4 no fígado e intestino, e sua absorção e distribuição são moduladas pela p-gp. a inibição dupla pela eritromicina resulta em um aumento dramático na biodisponibilidade oral e redução da depuração sistêmica do tacrolimus. estudos de interação mostram aumentos de 3 a 5 vezes na auc e cmax do tacrolimus. isso eleva acentuadamente o risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade e hipercalemia. embora ambos possam prolongar o qtc, o risco primário é a toxicidade direta do tacrolimus.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: reduzir a dose de tacrolimus em 50-70% no início da terapia com eritromicina. monitorar o nível sérico (vale) diariamente e ajustar a dose para manter a faixa terapêutica. após a descontinuação da eritromicina, a dose de tacrolimus precisará ser aumentada gradualmente (em 2-3 dias) com monitoramento intensivo..

Qual o risco de Eritromicina com Tacrolimus?

O risco da associação Eritromicina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, levando a nefrotoxicidade aguda (elevação da creatinina, oligúria), neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões), hipercalemia e hiperglicemia. O prolongamento do QTc é um risco adicional, mas secundário. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (vale, c0) diariamente nos primeiros 7 dias, depois em dias alternados até estabilização. creatinina sérica, clearance de creatinina e débito urinário diários. eletrólitos (k+, mg2+) diariamente. ecg basal e se houver fatores de risco para qt. sinais de neurotoxicidade (tremor, alteração do estado mental). glicemia capilar..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.