Eritromicina + Sirolimus
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis séricos de sirolimus, elevando o risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), hiperlipidemia, estomatite, pneumonite e proteinúria. O índice terapêutico estreito torna a interação potencialmente grave.
⚙Mecanismo
A eritromicina é um inibidor potente da CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM) e da P-gp. O sirolimus é extensamente metabolizado pela CYP3A4 (principal via, Km ~1-5 μM) e também é substrato da P-gp, que limita sua absorção intestinal e facilita a excreção biliar/renal. A inibição dupla pela eritromicina aumenta significativamente a biodisponibilidade oral e reduz a depuração do sirolimus. Estudos de interação mostram aumento de 3 a 5 vezes na AUC do sirolimus, com meia-vida prolongada.
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração. Se inevitável: reduzir a dose de sirolimus em 50-60% no início da eritromicina. Monitorar o nível sérico de sirolimus (vale) após 3-5 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 4-12 ng/mL, dependendo do protocolo). Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de sirolimus com monitoramento frequente.
🔍O que monitorar
Nível sérico de sirolimus (vale) a cada 3-5 dias inicialmente, depois semanalmente até estabilização. Hemograma completo (leucócitos, plaquetas, hemoglobina) semanalmente. Perfil lipídico (colesterol total, LDL, triglicerídeos) mensalmente. Função renal (creatinina, proteinúria) e avaliação clínica de estomatite e sintomas respiratórios a cada consulta.
↺Alternativas
Substituir a eritromicina por azitromicina (inibidor fraco) ou um antibiótico não macrolídeo (ex: levofloxacino, se apropriado). Se a eritromicina for essencial, considerar everolimus (manejo similar) ou um inibidor de mTOR com menor interação, embora todos sejam substratos da CYP3A4. A troca para um inibidor de calcineurina (tacrolimus, ciclosporina) também requer ajuste de dose.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos de interação eritromicina-sirolimus (AUC aumentada 3-5x).
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Sirolimus?
A combinação de Eritromicina com Sirolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis séricos de sirolimus, elevando o risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), hiperlipidemia, estomatite, pneumonite e proteinúria. O índice terapêutico estreito torna a interação potencialmente grave. Evitar a coadministração. Se inevitável: reduzir a dose de sirolimus em 50-60% no início da eritromicina. Monitorar o nível sérico de sirolimus (vale) após 3-5 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 4-12 ng/mL, dependendo do protocolo). Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de sirolimus com monitoramento frequente.
Eritromicina e Sirolimus interagem?
Sim, Eritromicina e Sirolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a eritromicina é um inibidor potente da cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm) e da p-gp. o sirolimus é extensamente metabolizado pela cyp3a4 (principal via, km ~1-5 μm) e também é substrato da p-gp, que limita sua absorção intestinal e facilita a excreção biliar/renal. a inibição dupla pela eritromicina aumenta significativamente a biodisponibilidade oral e reduz a depuração do sirolimus. estudos de interação mostram aumento de 3 a 5 vezes na auc do sirolimus, com meia-vida prolongada.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se inevitável: reduzir a dose de sirolimus em 50-60% no início da eritromicina. monitorar o nível sérico de sirolimus (vale) após 3-5 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 4-12 ng/ml, dependendo do protocolo). após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de sirolimus com monitoramento frequente..
Qual o risco de Eritromicina com Sirolimus?
O risco da associação Eritromicina + Sirolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis séricos de sirolimus, elevando o risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), hiperlipidemia, estomatite, pneumonite e proteinúria. O índice terapêutico estreito torna a interação potencialmente grave. Monitorar: nível sérico de sirolimus (vale) a cada 3-5 dias inicialmente, depois semanalmente até estabilização. hemograma completo (leucócitos, plaquetas, hemoglobina) semanalmente. perfil lipídico (colesterol total, ldl, triglicerídeos) mensalmente. função renal (creatinina, proteinúria) e avaliação clínica de estomatite e sintomas respiratórios a cada consulta..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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