Eritromicina + Everolimus
⚠O que acontece
Aumento dos níveis séricos de everolimus, elevando o risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), estomatite, pneumonite não infecciosa, hiperglicemia e hiperlipidemia. O everolimus possui índice terapêutico estreito, e a superexposição pode ser fatal.
⚙Mecanismo
A eritromicina inibe potentemente a CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM) e a P-gp. O everolimus é metabolizado principalmente pela CYP3A4 (Km ~2-10 μM) e é substrato da P-gp, que afeta sua absorção e excreção. A inibição dupla resulta em aumento significativo da exposição ao everolimus. Estudos de interação com inibidores potentes da CYP3A4 (como cetoconazol) mostram aumento de 5 a 15 vezes na AUC do everolimus; a eritromicina, sendo um inibidor moderado a potente, pode causar aumento de 3 a 8 vezes.
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração. Se inevitável: reduzir a dose de everolimus em 50-75% no início da eritromicina. Monitorar o nível sérico de everolimus (vale) após 3-5 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 3-8 ng/mL para oncologia, 3-12 ng/mL para transplante). Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de everolimus com monitoramento frequente.
🔍O que monitorar
Nível sérico de everolimus (vale) a cada 3-5 dias inicialmente, depois semanalmente até estabilização. Hemograma completo semanalmente. Glicemia de jejum e perfil lipídico mensalmente. Avaliação clínica de estomatite, sintomas respiratórios e função renal a cada consulta.
↺Alternativas
Substituir a eritromicina por azitromicina (inibidor fraco) ou um antibiótico não macrolídeo. Se a eritromicina for essencial, considerar sirolimus (manejo similar) ou um inibidor de calcineurina, sempre com ajuste de dose e monitoramento. Em contextos oncológicos, avaliar se a interação pode ser manejada com segurança ou se a terapia-alvo deve ser temporariamente suspensa.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula do everolimus (Afinitor/Zortress) - interações com inibidores da CYP3A4.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Everolimus?
A combinação de Eritromicina com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis séricos de everolimus, elevando o risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), estomatite, pneumonite não infecciosa, hiperglicemia e hiperlipidemia. O everolimus possui índice terapêutico estreito, e a superexposição pode ser fatal. Evitar a coadministração. Se inevitável: reduzir a dose de everolimus em 50-75% no início da eritromicina. Monitorar o nível sérico de everolimus (vale) após 3-5 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 3-8 ng/mL para oncologia, 3-12 ng/mL para transplante). Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de everolimus com monitoramento frequente.
Eritromicina e Everolimus interagem?
Sim, Eritromicina e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a eritromicina inibe potentemente a cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm) e a p-gp. o everolimus é metabolizado principalmente pela cyp3a4 (km ~2-10 μm) e é substrato da p-gp, que afeta sua absorção e excreção. a inibição dupla resulta em aumento significativo da exposição ao everolimus. estudos de interação com inibidores potentes da cyp3a4 (como cetoconazol) mostram aumento de 5 a 15 vezes na auc do everolimus; a eritromicina, sendo um inibidor moderado a potente, pode causar aumento de 3 a 8 vezes.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se inevitável: reduzir a dose de everolimus em 50-75% no início da eritromicina. monitorar o nível sérico de everolimus (vale) após 3-5 dias e ajustar a dose para manter o alvo terapêutico (geralmente 3-8 ng/ml para oncologia, 3-12 ng/ml para transplante). após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de everolimus com monitoramento frequente..
Qual o risco de Eritromicina com Everolimus?
O risco da associação Eritromicina + Everolimus é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis séricos de everolimus, elevando o risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), estomatite, pneumonite não infecciosa, hiperglicemia e hiperlipidemia. O everolimus possui índice terapêutico estreito, e a superexposição pode ser fatal. Monitorar: nível sérico de everolimus (vale) a cada 3-5 dias inicialmente, depois semanalmente até estabilização. hemograma completo semanalmente. glicemia de jejum e perfil lipídico mensalmente. avaliação clínica de estomatite, sintomas respiratórios e função renal a cada consulta..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.