Eritromicina + Ciclosporina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento rápido e substancial nos níveis séricos de ciclosporina, resultando em nefrotoxicidade (elevação da creatinina sérica, oligúria), neurotoxicidade (tremor, confusão, convulsões) e hipertensão arterial.

Mecanismo

A eritromicina é um inibidor potente da CYP3A4 (Ki ~ 10-50 μM), a principal via de metabolismo oxidativo da ciclosporina no fígado e intestino. A inibição reduz significativamente a depuração da ciclosporina, podendo aumentar sua AUC em 2 a 5 vezes. A ciclosporina tem um índice terapêutico extremamente estreito, e a elevação dos níveis está diretamente correlacionada com nefrotoxicidade aguda e crônica, além de neurotoxicidade e hipertensão.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se for inevitável: reduzir a dose de ciclosporina em 50% no início da terapia com eritromicina. Monitorar o nível sérico (C0 ou C2) diariamente até a estabilização e ajustar a dose conforme a faixa terapêutica alvo. Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de ciclosporina com monitoramento frequente.

🔍O que monitorar

Nível sérico de ciclosporina (vale, C0) diariamente nos primeiros 5-7 dias, depois 2-3x/semana. Creatinina sérica e clearance de creatinina basal e a cada 48h. Pressão arterial diária. Sinais de neurotoxicidade (tremor, alteração do estado mental).

Alternativas

Substituir a eritromicina por um antibiótico não inibidor da CYP3A4, como azitromicina (interação mínima) ou uma classe diferente (ex: fluorquinolona, beta-lactâmico) guiada por cultura e sensibilidade.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos clássicos de interação (ex: Ptachcinski et al., N Engl J Med 1985)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Eritromicina com Ciclosporina?

A combinação de Eritromicina com Ciclosporina apresenta interação de gravidade grave. Aumento rápido e substancial nos níveis séricos de ciclosporina, resultando em nefrotoxicidade (elevação da creatinina sérica, oligúria), neurotoxicidade (tremor, confusão, convulsões) e hipertensão arterial. Evitar a associação sempre que possível. Se for inevitável: reduzir a dose de ciclosporina em 50% no início da terapia com eritromicina. Monitorar o nível sérico (C0 ou C2) diariamente até a estabilização e ajustar a dose conforme a faixa terapêutica alvo. Após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de ciclosporina com monitoramento frequente.

Eritromicina e Ciclosporina interagem?

Sim, Eritromicina e Ciclosporina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a eritromicina é um inibidor potente da cyp3a4 (ki ~ 10-50 μm), a principal via de metabolismo oxidativo da ciclosporina no fígado e intestino. a inibição reduz significativamente a depuração da ciclosporina, podendo aumentar sua auc em 2 a 5 vezes. a ciclosporina tem um índice terapêutico extremamente estreito, e a elevação dos níveis está diretamente correlacionada com nefrotoxicidade aguda e crônica, além de neurotoxicidade e hipertensão.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se for inevitável: reduzir a dose de ciclosporina em 50% no início da terapia com eritromicina. monitorar o nível sérico (c0 ou c2) diariamente até a estabilização e ajustar a dose conforme a faixa terapêutica alvo. após a descontinuação da eritromicina, aumentar gradualmente a dose de ciclosporina com monitoramento frequente..

Qual o risco de Eritromicina com Ciclosporina?

O risco da associação Eritromicina + Ciclosporina é classificado como GRAVE. Aumento rápido e substancial nos níveis séricos de ciclosporina, resultando em nefrotoxicidade (elevação da creatinina sérica, oligúria), neurotoxicidade (tremor, confusão, convulsões) e hipertensão arterial. Monitorar: nível sérico de ciclosporina (vale, c0) diariamente nos primeiros 5-7 dias, depois 2-3x/semana. creatinina sérica e clearance de creatinina basal e a cada 48h. pressão arterial diária. sinais de neurotoxicidade (tremor, alteração do estado mental)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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