Efavirenz + Tacrolimus
⚠O que acontece
Redução crítica nos níveis de tacrolimus, levando a falha terapêutica com risco de rejeição de transplante. Índice terapêutico estreito torna esta interação potencialmente fatal.
⚙Mecanismo
Efavirenz é um indutor potente do CYP3A4 e da glicoproteína-P (P-gp). O tacrolimus é metabolizado quase exclusivamente pelo CYP3A4 intestinal e hepático, e é substrato da P-gp. A indução enzimática pode reduzir a AUC do tacrolimus em 50-90%, com queda drástica nos níveis sanguíneos. O efeito máximo ocorre após 2-4 semanas e persiste por 2-3 semanas após a descontinuação.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável: aumentar a dose de tacrolimus em 2-4 vezes, dividindo em 2 tomadas diárias, e titular guiado por monitorização terapêutica. Iniciar monitorização de níveis séricos (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente o tacrolimus para evitar toxicidade. Preferir substituir efavirenz por dolutegravir ou bictegravir.
🔍O que monitorar
Nível sérico de tacrolimus (alvo C0: 5-15 ng/mL conforme protocolo de transplante). Creatinina sérica e clearance de creatinina semanalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+). Glicemia. Sinais clínicos de rejeição ou toxicidade (tremor, nefrotoxicidade, neurotoxicidade).
↺Alternativas
Substituir efavirenz por inibidor de integrase (dolutegravir, bictegravir) ou inibidor de protease não indutor (atazanavir/ritonavir). Se troca de imunossupressor for preferível, considerar ciclosporina (mesmo risco) ou everolimus (mesmo risco).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Efavirenz com Tacrolimus?
A combinação de Efavirenz com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Redução crítica nos níveis de tacrolimus, levando a falha terapêutica com risco de rejeição de transplante. Índice terapêutico estreito torna esta interação potencialmente fatal. Evitar a associação. Se inevitável: aumentar a dose de tacrolimus em 2-4 vezes, dividindo em 2 tomadas diárias, e titular guiado por monitorização terapêutica. Iniciar monitorização de níveis séricos (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente o tacrolimus para evitar toxicidade. Preferir substituir efavirenz por dolutegravir ou bictegravir.
Efavirenz e Tacrolimus interagem?
Sim, Efavirenz e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é um indutor potente do cyp3a4 e da glicoproteína-p (p-gp). o tacrolimus é metabolizado quase exclusivamente pelo cyp3a4 intestinal e hepático, e é substrato da p-gp. a indução enzimática pode reduzir a auc do tacrolimus em 50-90%, com queda drástica nos níveis sanguíneos. o efeito máximo ocorre após 2-4 semanas e persiste por 2-3 semanas após a descontinuação.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: aumentar a dose de tacrolimus em 2-4 vezes, dividindo em 2 tomadas diárias, e titular guiado por monitorização terapêutica. iniciar monitorização de níveis séricos (c0) a cada 2-3 dias até estabilização. após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente o tacrolimus para evitar toxicidade. preferir substituir efavirenz por dolutegravir ou bictegravir..
Qual o risco de Efavirenz com Tacrolimus?
O risco da associação Efavirenz + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Redução crítica nos níveis de tacrolimus, levando a falha terapêutica com risco de rejeição de transplante. Índice terapêutico estreito torna esta interação potencialmente fatal. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (alvo c0: 5-15 ng/ml conforme protocolo de transplante). creatinina sérica e clearance de creatinina semanalmente. eletrólitos (k+, mg2+). glicemia. sinais clínicos de rejeição ou toxicidade (tremor, nefrotoxicidade, neurotoxicidade)..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.