Efavirenz + Sirolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução crítica nos níveis de sirolimus, levando a falha terapêutica com risco de rejeição de transplante ou progressão tumoral. Índice terapêutico estreito torna esta interação grave.

Mecanismo

Efavirenz é um indutor potente do CYP3A4 e da glicoproteína-P (P-gp). O sirolimus é extensamente metabolizado pelo CYP3A4 intestinal e hepático, e é substrato da P-gp. A indução enzimática pode reduzir a AUC do sirolimus em 50-80%, com queda significativa nos níveis sanguíneos. O efeito máximo ocorre após 2-4 semanas e persiste por 2-3 semanas após a descontinuação.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável: aumentar a dose de sirolimus em 2-3 vezes, administrando em dose única diária, e titular guiado por monitorização terapêutica. Iniciar monitorização de níveis séricos (C0) a cada 3-5 dias até estabilização. Após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente o sirolimus para evitar toxicidade. Preferir substituir efavirenz por dolutegravir ou bictegravir.

🔍O que monitorar

Nível sérico de sirolimus (alvo C0: 4-12 ng/mL conforme protocolo). Hemograma completo (risco de trombocitopenia, leucopenia). Perfil lipídico. Creatinina sérica. Sinais clínicos de rejeição ou toxicidade (estomatite, pneumonite, proteinúria).

Alternativas

Substituir efavirenz por inibidor de integrase (dolutegravir, bictegravir) ou inibidor de protease não indutor (atazanavir/ritonavir). Se troca de imunossupressor for preferível, considerar everolimus (mesmo risco) ou ciclosporina (mesmo risco).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Sirolimus?

A combinação de Efavirenz com Sirolimus apresenta interação de gravidade grave. Redução crítica nos níveis de sirolimus, levando a falha terapêutica com risco de rejeição de transplante ou progressão tumoral. Índice terapêutico estreito torna esta interação grave. Evitar a associação. Se inevitável: aumentar a dose de sirolimus em 2-3 vezes, administrando em dose única diária, e titular guiado por monitorização terapêutica. Iniciar monitorização de níveis séricos (C0) a cada 3-5 dias até estabilização. Após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente o sirolimus para evitar toxicidade. Preferir substituir efavirenz por dolutegravir ou bictegravir.

Efavirenz e Sirolimus interagem?

Sim, Efavirenz e Sirolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é um indutor potente do cyp3a4 e da glicoproteína-p (p-gp). o sirolimus é extensamente metabolizado pelo cyp3a4 intestinal e hepático, e é substrato da p-gp. a indução enzimática pode reduzir a auc do sirolimus em 50-80%, com queda significativa nos níveis sanguíneos. o efeito máximo ocorre após 2-4 semanas e persiste por 2-3 semanas após a descontinuação.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: aumentar a dose de sirolimus em 2-3 vezes, administrando em dose única diária, e titular guiado por monitorização terapêutica. iniciar monitorização de níveis séricos (c0) a cada 3-5 dias até estabilização. após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente o sirolimus para evitar toxicidade. preferir substituir efavirenz por dolutegravir ou bictegravir..

Qual o risco de Efavirenz com Sirolimus?

O risco da associação Efavirenz + Sirolimus é classificado como GRAVE. Redução crítica nos níveis de sirolimus, levando a falha terapêutica com risco de rejeição de transplante ou progressão tumoral. Índice terapêutico estreito torna esta interação grave. Monitorar: nível sérico de sirolimus (alvo c0: 4-12 ng/ml conforme protocolo). hemograma completo (risco de trombocitopenia, leucopenia). perfil lipídico. creatinina sérica. sinais clínicos de rejeição ou toxicidade (estomatite, pneumonite, proteinúria)..

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Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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