Efavirenz + Claritromicina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução dos níveis séricos de Claritromicina, podendo levar a falha no tratamento de infecções por micobactérias atípicas (MAC), H. pylori, ou infecções respiratórias. Aumento do risco de resistência bacteriana.

Mecanismo

Efavirenz é indutor de CYP3A4. Claritromicina é substrato e inibidor de CYP3A4. A coadministração resulta em indução do metabolismo da Claritromicina pelo Efavirenz, reduzindo sua AUC em aproximadamente 40-50%. O metabólito ativo 14-hidroxi-claritromicina pode aumentar, mas sua atividade antimicrobiana é inferior à da Claritromicina contra alguns patógenos (ex: H. influenzae). Além disso, a Claritromicina pode inibir CYP3A4 e aumentar os níveis de Efavirenz, mas esse efeito é geralmente superado pela indução.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação se possível. Se necessária: 1) Aumentar dose de Claritromicina para 500 mg a cada 12h (dose máxima) e monitorar resposta clínica. 2) Considerar adicionar outro agente ativo (ex: etambutol para MAC). 3) Monitorar níveis de Efavirenz se surgirem sintomas de toxicidade (tontura, rash, sintomas psiquiátricos), embora improvável. 4) Preferir alternativas terapêuticas.

🔍O que monitorar

Avaliação clínica da resposta ao tratamento (sintomas, culturas). Hemograma e função hepática (TGO/TGP) basais e mensais. ECG com QTc se houver fatores de risco adicionais (ambos podem prolongar QT, mas o efeito indutor reduz o risco de toxicidade por Claritromicina).

Alternativas

Substituir Efavirenz por antirretroviral sem indução de CYP3A4 (ex: dolutegravir, raltegravir). Substituir Claritromicina por azitromicina (não é substrato de CYP3A4, mas também prolonga QT; usar com cautela) ou outro antibiótico apropriado para a infecção (ex: amoxicilina para H. pylori, rifabutina + etambutol para MAC).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudo: Polis MA et al. Clarithromycin and efavirenz pharmacokinetics in healthy volunteers. 8th CROI 2001.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Claritromicina?

A combinação de Efavirenz com Claritromicina apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis séricos de Claritromicina, podendo levar a falha no tratamento de infecções por micobactérias atípicas (MAC), H. pylori, ou infecções respiratórias. Aumento do risco de resistência bacteriana. Evitar a associação se possível. Se necessária: 1) Aumentar dose de Claritromicina para 500 mg a cada 12h (dose máxima) e monitorar resposta clínica. 2) Considerar adicionar outro agente ativo (ex: etambutol para MAC). 3) Monitorar níveis de Efavirenz se surgirem sintomas de toxicidade (tontura, rash, sintomas psiquiátricos), embora improvável. 4) Preferir alternativas terapêuticas.

Efavirenz e Claritromicina interagem?

Sim, Efavirenz e Claritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é indutor de cyp3a4. claritromicina é substrato e inibidor de cyp3a4. a coadministração resulta em indução do metabolismo da claritromicina pelo efavirenz, reduzindo sua auc em aproximadamente 40-50%. o metabólito ativo 14-hidroxi-claritromicina pode aumentar, mas sua atividade antimicrobiana é inferior à da claritromicina contra alguns patógenos (ex: h. influenzae). além disso, a claritromicina pode inibir cyp3a4 e aumentar os níveis de efavirenz, mas esse efeito é geralmente superado pela indução.. A conduta recomendada é: evitar a associação se possível. se necessária: 1) aumentar dose de claritromicina para 500 mg a cada 12h (dose máxima) e monitorar resposta clínica. 2) considerar adicionar outro agente ativo (ex: etambutol para mac). 3) monitorar níveis de efavirenz se surgirem sintomas de toxicidade (tontura, rash, sintomas psiquiátricos), embora improvável. 4) preferir alternativas terapêuticas..

Qual o risco de Efavirenz com Claritromicina?

O risco da associação Efavirenz + Claritromicina é classificado como MODERADA. Redução dos níveis séricos de Claritromicina, podendo levar a falha no tratamento de infecções por micobactérias atípicas (MAC), H. pylori, ou infecções respiratórias. Aumento do risco de resistência bacteriana. Monitorar: avaliação clínica da resposta ao tratamento (sintomas, culturas). hemograma e função hepática (tgo/tgp) basais e mensais. ecg com qtc se houver fatores de risco adicionais (ambos podem prolongar qt, mas o efeito indutor reduz o risco de toxicidade por claritromicina)..

Interações Relacionadas

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.