Diltiazem + Vincristina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento significativo da exposição à Vincristina, elevando o risco de neurotoxicidade grave (neuropatia periférica, íleo paralítico) e mielossupressão.

Mecanismo

Diltiazem é um inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp). A Vincristina é um substrato da P-gp com alta afinidade. A coadministração reduz o efluxo intestinal e a secreção tubular renal da Vincristina, aumentando sua biodisponibilidade oral e exposição sistêmica (AUC) em 20-40%, com potencial para dobrar a concentração plasmática máxima (Cmax).

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se o uso concomitante for inevitável, reduzir a dose de Vincristina em 50% e administrar com extrema cautela. Não existe um nível sérico alvo bem definido para monitoramento terapêutico de rotina.

🔍O que monitorar

Avaliação neurológica frequente (parestesia, fraqueza, constipação), hemograma completo, função hepática.

Alternativas

Substituir o Diltiazem por um anti-hipertensivo ou antiarrítmico que não interaja com a P-gp, como um betabloqueador (ex: Atenolol) ou um inibidor da ECA.

📚Referências

UCSF P-gp Table; Micromedex 2024; FDA Label Vincristine

Perguntas Frequentes

Pode tomar Diltiazem com Vincristina?

A combinação de Diltiazem com Vincristina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo da exposição à Vincristina, elevando o risco de neurotoxicidade grave (neuropatia periférica, íleo paralítico) e mielossupressão. Evitar a associação. Se o uso concomitante for inevitável, reduzir a dose de Vincristina em 50% e administrar com extrema cautela. Não existe um nível sérico alvo bem definido para monitoramento terapêutico de rotina.

Diltiazem e Vincristina interagem?

Sim, Diltiazem e Vincristina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve diltiazem é um inibidor moderado da glicoproteína-p (p-gp). a vincristina é um substrato da p-gp com alta afinidade. a coadministração reduz o efluxo intestinal e a secreção tubular renal da vincristina, aumentando sua biodisponibilidade oral e exposição sistêmica (auc) em 20-40%, com potencial para dobrar a concentração plasmática máxima (cmax).. A conduta recomendada é: evitar a associação. se o uso concomitante for inevitável, reduzir a dose de vincristina em 50% e administrar com extrema cautela. não existe um nível sérico alvo bem definido para monitoramento terapêutico de rotina..

Qual o risco de Diltiazem com Vincristina?

O risco da associação Diltiazem + Vincristina é classificado como GRAVE. Aumento significativo da exposição à Vincristina, elevando o risco de neurotoxicidade grave (neuropatia periférica, íleo paralítico) e mielossupressão. Monitorar: avaliação neurológica frequente (parestesia, fraqueza, constipação), hemograma completo, função hepática..

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Atualizado em junho/2026

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