Diltiazem + Everolimus
⚠O que acontece
Elevação dos níveis de Everolimus com risco de mielossupressão, estomatite grave e toxicidade pulmonar.
⚙Mecanismo
Diltiazem inibe moderadamente CYP3A4 e P-gp. Everolimus é substrato sensível de CYP3A4/P-gp. Aumento de AUC esperado de 1,5-2,5x.
📋Conduta Clinica
Evitar se possível. Se necessário, reduzir dose de Everolimus em 50% (ex.: de 10 mg/dia para 5 mg/dia) e monitorar níveis. Manter vale 5-10 ng/mL em transplante.
🔍O que monitorar
Nível sérico de Everolimus, hemograma, função hepática e renal semanalmente nas primeiras 4 semanas.
↺Alternativas
Amlodipina ou nifedipino de liberação prolongada.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Afinitor SmPC
Perguntas Frequentes
Pode tomar Diltiazem com Everolimus?
A combinação de Diltiazem com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Elevação dos níveis de Everolimus com risco de mielossupressão, estomatite grave e toxicidade pulmonar. Evitar se possível. Se necessário, reduzir dose de Everolimus em 50% (ex.: de 10 mg/dia para 5 mg/dia) e monitorar níveis. Manter vale 5-10 ng/mL em transplante.
Diltiazem e Everolimus interagem?
Sim, Diltiazem e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve diltiazem inibe moderadamente cyp3a4 e p-gp. everolimus é substrato sensível de cyp3a4/p-gp. aumento de auc esperado de 1,5-2,5x.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se necessário, reduzir dose de everolimus em 50% (ex.: de 10 mg/dia para 5 mg/dia) e monitorar níveis. manter vale 5-10 ng/ml em transplante..
Qual o risco de Diltiazem com Everolimus?
O risco da associação Diltiazem + Everolimus é classificado como GRAVE. Elevação dos níveis de Everolimus com risco de mielossupressão, estomatite grave e toxicidade pulmonar. Monitorar: nível sérico de everolimus, hemograma, função hepática e renal semanalmente nas primeiras 4 semanas..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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