Dexametasona + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução crítica nos níveis de tacrolimus, com alto risco de rejeição aguda de transplante e falha terapêutica. A janela terapêutica estreita (5-20 ng/mL) torna a interação potencialmente fatal se não manejada agressivamente.

Mecanismo

A dexametasona induz potentemente CYP3A4 e P-gp, principais determinantes da farmacocinética do tacrolimus. O tacrolimus é metabolizado quase exclusivamente por CYP3A4/5 (Km ~ 0.5-2 µM) e sofre efluxo pela P-gp intestinal. A indução pode reduzir a biodisponibilidade oral em 30-50% e aumentar a depuração hepática, resultando em queda da AUC em 50-70% e da Cmin em 60-80%. O efeito máximo ocorre em 7-14 dias.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável: 1) Aumentar a dose de tacrolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. 2) Considerar substituir por ciclosporina (com monitoramento igualmente intensivo) ou micofenolato. 3) Na retirada da dexametasona, reduzir tacrolimus em 50-75% gradualmente para evitar nefrotoxicidade e neurotoxicidade.

🔍O que monitorar

Nível sérico de tacrolimus (C0 alvo: 5-20 ng/mL), creatinina, clearance de creatinina, eletrólitos (Mg, K), glicemia, ECG (QTc), sinais de rejeição. Monitorar por 4-6 semanas após descontinuação do indutor.

Alternativas

Substituir a dexametasona por corticoide não indutor (ex: metilprednisolona) ou usar imunossupressor alternativo não substrato de CYP3A4.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; Estudos de interação com rifampicina e tacrolimus (Hebert et al., 1999); FDA Drug Development and Drug Interactions

Perguntas Frequentes

Pode tomar Dexametasona com Tacrolimus?

A combinação de Dexametasona com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Redução crítica nos níveis de tacrolimus, com alto risco de rejeição aguda de transplante e falha terapêutica. A janela terapêutica estreita (5-20 ng/mL) torna a interação potencialmente fatal se não manejada agressivamente. Evitar a associação. Se inevitável: 1) Aumentar a dose de tacrolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. 2) Considerar substituir por ciclosporina (com monitoramento igualmente intensivo) ou micofenolato. 3) Na retirada da dexametasona, reduzir tacrolimus em 50-75% gradualmente para evitar nefrotoxicidade e neurotoxicidade.

Dexametasona e Tacrolimus interagem?

Sim, Dexametasona e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a dexametasona induz potentemente cyp3a4 e p-gp, principais determinantes da farmacocinética do tacrolimus. o tacrolimus é metabolizado quase exclusivamente por cyp3a4/5 (km ~ 0.5-2 µm) e sofre efluxo pela p-gp intestinal. a indução pode reduzir a biodisponibilidade oral em 30-50% e aumentar a depuração hepática, resultando em queda da auc em 50-70% e da cmin em 60-80%. o efeito máximo ocorre em 7-14 dias.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) aumentar a dose de tacrolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (c0) a cada 2-3 dias até estabilização. 2) considerar substituir por ciclosporina (com monitoramento igualmente intensivo) ou micofenolato. 3) na retirada da dexametasona, reduzir tacrolimus em 50-75% gradualmente para evitar nefrotoxicidade e neurotoxicidade..

Qual o risco de Dexametasona com Tacrolimus?

O risco da associação Dexametasona + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Redução crítica nos níveis de tacrolimus, com alto risco de rejeição aguda de transplante e falha terapêutica. A janela terapêutica estreita (5-20 ng/mL) torna a interação potencialmente fatal se não manejada agressivamente. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (c0 alvo: 5-20 ng/ml), creatinina, clearance de creatinina, eletrólitos (mg, k), glicemia, ecg (qtc), sinais de rejeição. monitorar por 4-6 semanas após descontinuação do indutor..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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