Dexametasona + Sirolimus
⚠O que acontece
Queda acentuada nos níveis de sirolimus, resultando em risco de rejeição aguda em transplantes, trombose de stent farmacológico e progressão tumoral em oncologia. A falha terapêutica pode ter consequências graves.
⚙Mecanismo
A dexametasona induz CYP3A4 e P-gp, vias críticas para o metabolismo e transporte do sirolimus. O sirolimus é extensamente metabolizado por CYP3A4 (Km ~ 1-5 µM) e sofre efluxo pela P-gp. A indução pode reduzir a AUC em 50-80% e a Cmin em 60-90%, similar ao efeito da rifampicina. O efeito máximo ocorre em 7-14 dias.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável: 1) Aumentar a dose de sirolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (C0) a cada 3-5 dias. 2) Considerar substituir por everolimus (com monitoramento) ou micofenolato. 3) Na descontinuação da dexametasona, reduzir sirolimus em 50-75% gradualmente para evitar toxicidade (mielossupressão, hiperlipidemia, pneumonite).
🔍O que monitorar
Nível sérico de sirolimus (C0 alvo: 4-12 ng/mL para transplante; 8-15 ng/mL para oncologia), hemograma completo, perfil lipídico, creatinina, proteinúria, sinais de rejeição. Monitorar por 4-6 semanas após descontinuação do indutor.
↺Alternativas
Substituir a dexametasona por corticoide não indutor (ex: metilprednisolona) ou usar imunossupressor alternativo não substrato de CYP3A4.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; Estudos de interação com rifampicina e sirolimus (Zimmerman et al., 2003); FDA Drug Development and Drug Interactions
Perguntas Frequentes
Pode tomar Dexametasona com Sirolimus?
A combinação de Dexametasona com Sirolimus apresenta interação de gravidade grave. Queda acentuada nos níveis de sirolimus, resultando em risco de rejeição aguda em transplantes, trombose de stent farmacológico e progressão tumoral em oncologia. A falha terapêutica pode ter consequências graves. Evitar a associação. Se indispensável: 1) Aumentar a dose de sirolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (C0) a cada 3-5 dias. 2) Considerar substituir por everolimus (com monitoramento) ou micofenolato. 3) Na descontinuação da dexametasona, reduzir sirolimus em 50-75% gradualmente para evitar toxicidade (mielossupressão, hiperlipidemia, pneumonite).
Dexametasona e Sirolimus interagem?
Sim, Dexametasona e Sirolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a dexametasona induz cyp3a4 e p-gp, vias críticas para o metabolismo e transporte do sirolimus. o sirolimus é extensamente metabolizado por cyp3a4 (km ~ 1-5 µm) e sofre efluxo pela p-gp. a indução pode reduzir a auc em 50-80% e a cmin em 60-90%, similar ao efeito da rifampicina. o efeito máximo ocorre em 7-14 dias.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: 1) aumentar a dose de sirolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (c0) a cada 3-5 dias. 2) considerar substituir por everolimus (com monitoramento) ou micofenolato. 3) na descontinuação da dexametasona, reduzir sirolimus em 50-75% gradualmente para evitar toxicidade (mielossupressão, hiperlipidemia, pneumonite)..
Qual o risco de Dexametasona com Sirolimus?
O risco da associação Dexametasona + Sirolimus é classificado como GRAVE. Queda acentuada nos níveis de sirolimus, resultando em risco de rejeição aguda em transplantes, trombose de stent farmacológico e progressão tumoral em oncologia. A falha terapêutica pode ter consequências graves. Monitorar: nível sérico de sirolimus (c0 alvo: 4-12 ng/ml para transplante; 8-15 ng/ml para oncologia), hemograma completo, perfil lipídico, creatinina, proteinúria, sinais de rejeição. monitorar por 4-6 semanas após descontinuação do indutor..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.