Dexametasona + Everolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução significativa nos níveis de everolimus, levando a risco de rejeição em transplantes, progressão tumoral em câncer (mama, renal, neuroendócrino) e trombose de stent. A falha terapêutica pode ser fatal.

Mecanismo

A dexametasona induz CYP3A4 e P-gp, principais vias de metabolismo e transporte do everolimus. O everolimus é metabolizado por CYP3A4 (Km ~ 2-10 µM) e sofre efluxo pela P-gp. A indução pode reduzir a AUC em 50-70% e a Cmin em 60-80%, com efeito máximo em 7-14 dias. A magnitude é comparável à da rifampicina.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável: 1) Aumentar a dose de everolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (C0) a cada 3-5 dias. 2) Considerar substituir por sirolimus (com monitoramento) ou micofenolato. 3) Na retirada da dexametasona, reduzir everolimus em 50-75% gradualmente para evitar toxicidade (estomatite, pneumonite, mielossupressão).

🔍O que monitorar

Nível sérico de everolimus (C0 alvo: 3-8 ng/mL para transplante; 5-15 ng/mL para oncologia), hemograma, perfil lipídico, creatinina, proteinúria, sinais de rejeição/progressão tumoral. Monitorar por 4-6 semanas após descontinuação do indutor.

Alternativas

Substituir a dexametasona por corticoide não indutor (ex: metilprednisolona) ou usar imunossupressor alternativo não substrato de CYP3A4.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; Estudos de interação com rifampicina e everolimus (Kovarik et al., 2005); FDA Drug Development and Drug Interactions

Perguntas Frequentes

Pode tomar Dexametasona com Everolimus?

A combinação de Dexametasona com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa nos níveis de everolimus, levando a risco de rejeição em transplantes, progressão tumoral em câncer (mama, renal, neuroendócrino) e trombose de stent. A falha terapêutica pode ser fatal. Evitar a associação. Se inevitável: 1) Aumentar a dose de everolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (C0) a cada 3-5 dias. 2) Considerar substituir por sirolimus (com monitoramento) ou micofenolato. 3) Na retirada da dexametasona, reduzir everolimus em 50-75% gradualmente para evitar toxicidade (estomatite, pneumonite, mielossupressão).

Dexametasona e Everolimus interagem?

Sim, Dexametasona e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a dexametasona induz cyp3a4 e p-gp, principais vias de metabolismo e transporte do everolimus. o everolimus é metabolizado por cyp3a4 (km ~ 2-10 µm) e sofre efluxo pela p-gp. a indução pode reduzir a auc em 50-70% e a cmin em 60-80%, com efeito máximo em 7-14 dias. a magnitude é comparável à da rifampicina.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) aumentar a dose de everolimus em 2-4 vezes, com monitoramento de nível sérico (c0) a cada 3-5 dias. 2) considerar substituir por sirolimus (com monitoramento) ou micofenolato. 3) na retirada da dexametasona, reduzir everolimus em 50-75% gradualmente para evitar toxicidade (estomatite, pneumonite, mielossupressão)..

Qual o risco de Dexametasona com Everolimus?

O risco da associação Dexametasona + Everolimus é classificado como GRAVE. Redução significativa nos níveis de everolimus, levando a risco de rejeição em transplantes, progressão tumoral em câncer (mama, renal, neuroendócrino) e trombose de stent. A falha terapêutica pode ser fatal. Monitorar: nível sérico de everolimus (c0 alvo: 3-8 ng/ml para transplante; 5-15 ng/ml para oncologia), hemograma, perfil lipídico, creatinina, proteinúria, sinais de rejeição/progressão tumoral. monitorar por 4-6 semanas após descontinuação do indutor..

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Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
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Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

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Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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