Claritromicina + Tacrolimus
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, levando a nefrotoxicidade aguda (elevação de creatinina), neurotoxicidade (tremor, cefaleia), hipercalemia e prolongamento do intervalo QTc com risco de torsades de pointes.
⚙Mecanismo
Claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM), a principal via de metabolismo do tacrolimus (>90% do clearance). A inibição é irreversível via formação de complexo com o grupo heme (mechanism-based inhibition). Estudos clínicos mostram aumento de 5-10 vezes na AUC do tacrolimus, com início em 24-48h e pico em 3-5 dias.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de tacrolimus em 50-70% no início da claritromicina. Ajustar dose com base no monitoramento terapêutico de tacrolimus (concentração alvo: 5-15 ng/mL para a maioria das indicações).
🔍O que monitorar
Dosar nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias durante a primeira semana de uso concomitante e após cada ajuste de dose. Monitorar creatinina sérica, potássio, magnésio e realizar ECG basal e após 48-72h do início da claritromicina para avaliar QTc. Observar sinais clínicos de toxicidade (tremor, confusão, oligúria).
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (não inibe CYP3A4) ou outro antibiótico não inibidor, como levofloxacino, se apropriado para a infecção.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo clínico: Mignat C. Clin Pharmacokinet. 1997;33(5):352-75.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Tacrolimus?
A combinação de Claritromicina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, levando a nefrotoxicidade aguda (elevação de creatinina), neurotoxicidade (tremor, cefaleia), hipercalemia e prolongamento do intervalo QTc com risco de torsades de pointes. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de tacrolimus em 50-70% no início da claritromicina. Ajustar dose com base no monitoramento terapêutico de tacrolimus (concentração alvo: 5-15 ng/mL para a maioria das indicações).
Claritromicina e Tacrolimus interagem?
Sim, Claritromicina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm), a principal via de metabolismo do tacrolimus (>90% do clearance). a inibição é irreversível via formação de complexo com o grupo heme (mechanism-based inhibition). estudos clínicos mostram aumento de 5-10 vezes na auc do tacrolimus, com início em 24-48h e pico em 3-5 dias.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de tacrolimus em 50-70% no início da claritromicina. ajustar dose com base no monitoramento terapêutico de tacrolimus (concentração alvo: 5-15 ng/ml para a maioria das indicações)..
Qual o risco de Claritromicina com Tacrolimus?
O risco da associação Claritromicina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, levando a nefrotoxicidade aguda (elevação de creatinina), neurotoxicidade (tremor, cefaleia), hipercalemia e prolongamento do intervalo QTc com risco de torsades de pointes. Monitorar: dosar nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias durante a primeira semana de uso concomitante e após cada ajuste de dose. monitorar creatinina sérica, potássio, magnésio e realizar ecg basal e após 48-72h do início da claritromicina para avaliar qtc. observar sinais clínicos de toxicidade (tremor, confusão, oligúria)..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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