Claritromicina + Sirolimus
⚠O que acontece
Aumento dos níveis séricos de sirolimus, levando a mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), hipertrigliceridemia, estomatite e pneumonite intersticial. Risco de nefrotoxicidade sinérgica com inibidores de calcineurina.
⚙Mecanismo
Claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM), responsável pelo metabolismo do sirolimus (>90%). A inibição é mechanism-based, resultando em aumento significativo da exposição. Estudos de interação mostram aumento de 5-8 vezes na AUC do sirolimus quando coadministrado com inibidores potentes do CYP3A4.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável, reduzir a dose de sirolimus em 50-75% no início da claritromicina. Ajustar dose com base no monitoramento terapêutico (concentração alvo: 4-12 ng/mL para a maioria das indicações).
🔍O que monitorar
Dosar nível sérico de sirolimus (vale) a cada 2-3 dias na primeira semana e após ajustes de dose. Monitorar hemograma completo semanalmente, perfil lipídico, função renal e observar sinais de toxicidade (úlceras orais, dispneia).
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina ou outro antibiótico não inibidor do CYP3A4, como levofloxacino, se apropriado.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Boni J et al. Clin Pharmacol Ther. 2009;85(4):394-8.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Sirolimus?
A combinação de Claritromicina com Sirolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis séricos de sirolimus, levando a mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), hipertrigliceridemia, estomatite e pneumonite intersticial. Risco de nefrotoxicidade sinérgica com inibidores de calcineurina. Evitar a associação. Se indispensável, reduzir a dose de sirolimus em 50-75% no início da claritromicina. Ajustar dose com base no monitoramento terapêutico (concentração alvo: 4-12 ng/mL para a maioria das indicações).
Claritromicina e Sirolimus interagem?
Sim, Claritromicina e Sirolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm), responsável pelo metabolismo do sirolimus (>90%). a inibição é mechanism-based, resultando em aumento significativo da exposição. estudos de interação mostram aumento de 5-8 vezes na auc do sirolimus quando coadministrado com inibidores potentes do cyp3a4.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável, reduzir a dose de sirolimus em 50-75% no início da claritromicina. ajustar dose com base no monitoramento terapêutico (concentração alvo: 4-12 ng/ml para a maioria das indicações)..
Qual o risco de Claritromicina com Sirolimus?
O risco da associação Claritromicina + Sirolimus é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis séricos de sirolimus, levando a mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), hipertrigliceridemia, estomatite e pneumonite intersticial. Risco de nefrotoxicidade sinérgica com inibidores de calcineurina. Monitorar: dosar nível sérico de sirolimus (vale) a cada 2-3 dias na primeira semana e após ajustes de dose. monitorar hemograma completo semanalmente, perfil lipídico, função renal e observar sinais de toxicidade (úlceras orais, dispneia)..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.