Claritromicina + Rifabutina
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis de rifabutina, levando a risco de uveíte (dor ocular, fotofobia, hiperemia), hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP), leucopenia e artralgias. A eficácia da claritromicina pode ser reduzida a longo prazo.
⚙Mecanismo
Claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0,5-2 μM), enquanto rifabutina é substrato do CYP3A4. A inibição do metabolismo de primeira passagem e sistêmico da rifabutina pode aumentar sua AUC em 50-100%, elevando o risco de toxicidade. Além disso, rifabutina é um indutor fraco do CYP3A4, podendo reduzir os níveis de claritromicina em 30-50% com uso prolongado, mas o efeito inicial é dominado pela inibição.
📋Conduta Clinica
Reduzir a dose de rifabutina em 50% (ex.: de 300 mg/dia para 150 mg/dia) ao iniciar claritromicina. Monitorar sinais de toxicidade. Se surgirem sintomas de uveíte, suspender rifabutina e avaliar oftalmologicamente. Ajustar dose de rifabutina conforme tolerância.
🔍O que monitorar
Hemograma completo e enzimas hepáticas (TGO/TGP) quinzenalmente no primeiro mês, depois mensalmente. Questionar ativamente sobre sintomas oculares (visão turva, dor, fotofobia) a cada consulta. Monitorar resposta clínica à claritromicina.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (não inibe CYP3A4) ou usar rifampicina (ajuste de dose diferente). Se a interação for problemática, considerar esquema sem macrolídeo.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Rifabutina?
A combinação de Claritromicina com Rifabutina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo dos níveis de rifabutina, levando a risco de uveíte (dor ocular, fotofobia, hiperemia), hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP), leucopenia e artralgias. A eficácia da claritromicina pode ser reduzida a longo prazo. Reduzir a dose de rifabutina em 50% (ex.: de 300 mg/dia para 150 mg/dia) ao iniciar claritromicina. Monitorar sinais de toxicidade. Se surgirem sintomas de uveíte, suspender rifabutina e avaliar oftalmologicamente. Ajustar dose de rifabutina conforme tolerância.
Claritromicina e Rifabutina interagem?
Sim, Claritromicina e Rifabutina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0,5-2 μm), enquanto rifabutina é substrato do cyp3a4. a inibição do metabolismo de primeira passagem e sistêmico da rifabutina pode aumentar sua auc em 50-100%, elevando o risco de toxicidade. além disso, rifabutina é um indutor fraco do cyp3a4, podendo reduzir os níveis de claritromicina em 30-50% com uso prolongado, mas o efeito inicial é dominado pela inibição.. A conduta recomendada é: reduzir a dose de rifabutina em 50% (ex.: de 300 mg/dia para 150 mg/dia) ao iniciar claritromicina. monitorar sinais de toxicidade. se surgirem sintomas de uveíte, suspender rifabutina e avaliar oftalmologicamente. ajustar dose de rifabutina conforme tolerância..
Qual o risco de Claritromicina com Rifabutina?
O risco da associação Claritromicina + Rifabutina é classificado como MODERADA. Aumento significativo dos níveis de rifabutina, levando a risco de uveíte (dor ocular, fotofobia, hiperemia), hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP), leucopenia e artralgias. A eficácia da claritromicina pode ser reduzida a longo prazo. Monitorar: hemograma completo e enzimas hepáticas (tgo/tgp) quinzenalmente no primeiro mês, depois mensalmente. questionar ativamente sobre sintomas oculares (visão turva, dor, fotofobia) a cada consulta. monitorar resposta clínica à claritromicina..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.