Claritromicina + Everolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento dos níveis séricos de everolimus, resultando em mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), estomatite, rash cutâneo, hiperglicemia e pneumonite não infecciosa.

Mecanismo

Claritromicina inibe potentemente o CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM), principal via de metabolismo do everolimus (>90%). A inibição é mechanism-based, causando aumento substancial na exposição. Estudos mostram aumento de 4-6 vezes na AUC do everolimus com inibidores potentes do CYP3A4.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável, reduzir a dose de everolimus em 50% no início da claritromicina. Ajustar dose com base no monitoramento terapêutico (concentração alvo: 3-8 ng/mL para oncologia; 3-5 ng/mL para transplante).

🔍O que monitorar

Dosar nível sérico de everolimus (vale) a cada 2-3 dias na primeira semana e após ajustes. Monitorar hemograma completo semanalmente, glicemia de jejum, função renal e observar sinais de toxicidade (úlceras orais, tosse, dispneia).

Alternativas

Substituir claritromicina por azitromicina ou outro antibiótico não inibidor do CYP3A4, como levofloxacino, se apropriado.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Kovarik JM et al. Clin Pharmacol Ther. 2001;69(1):48-56.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Claritromicina com Everolimus?

A combinação de Claritromicina com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis séricos de everolimus, resultando em mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), estomatite, rash cutâneo, hiperglicemia e pneumonite não infecciosa. Evitar a associação. Se indispensável, reduzir a dose de everolimus em 50% no início da claritromicina. Ajustar dose com base no monitoramento terapêutico (concentração alvo: 3-8 ng/mL para oncologia; 3-5 ng/mL para transplante).

Claritromicina e Everolimus interagem?

Sim, Claritromicina e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina inibe potentemente o cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm), principal via de metabolismo do everolimus (>90%). a inibição é mechanism-based, causando aumento substancial na exposição. estudos mostram aumento de 4-6 vezes na auc do everolimus com inibidores potentes do cyp3a4.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável, reduzir a dose de everolimus em 50% no início da claritromicina. ajustar dose com base no monitoramento terapêutico (concentração alvo: 3-8 ng/ml para oncologia; 3-5 ng/ml para transplante)..

Qual o risco de Claritromicina com Everolimus?

O risco da associação Claritromicina + Everolimus é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis séricos de everolimus, resultando em mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), estomatite, rash cutâneo, hiperglicemia e pneumonite não infecciosa. Monitorar: dosar nível sérico de everolimus (vale) a cada 2-3 dias na primeira semana e após ajustes. monitorar hemograma completo semanalmente, glicemia de jejum, função renal e observar sinais de toxicidade (úlceras orais, tosse, dispneia)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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