Claritromicina + Ciclosporina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis de ciclosporina, resultando em nefrotoxicidade (elevação de creatinina, redução do clearance de creatinina), hipertensão, tremores, hiperplasia gengival e risco de infecções oportunistas por imunossupressão excessiva.

Mecanismo

Claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM) e também inibe a P-glicoproteína intestinal e renal. A ciclosporina é extensamente metabolizada pelo CYP3A4 (>70% do clearance) e é substrato da P-gp. A inibição dupla pode aumentar a AUC da ciclosporina em 2-5 vezes, com elevação rápida dos níveis sanguíneos. A ciclosporina tem índice terapêutico estreito, e este aumento pode levar a nefrotoxicidade aguda e crônica.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir a dose de ciclosporina em 50% no início da claritromicina e monitorar níveis séricos diariamente até estabilização. Ajustar dose conforme nível alvo (geralmente 100-400 ng/mL, dependendo da indicação e tempo pós-transplante).

🔍O que monitorar

Nível sérico de ciclosporina (vale, C0) basal e diariamente nos primeiros 5-7 dias, depois 2-3x/semana. Creatinina sérica e clearance de creatinina basal e a cada 2-3 dias. Pressão arterial diariamente. Sinais de toxicidade (tremor, parestesias, oligúria).

Alternativas

Substituir claritromicina por azitromicina, que não inibe CYP3A4/P-gp de forma clinicamente relevante. Se necessário macrolídeo, azitromicina é a alternativa mais segura em transplantados.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Campana C, et al. Transplantation. 1996;62(4):511-3

Perguntas Frequentes

Pode tomar Claritromicina com Ciclosporina?

A combinação de Claritromicina com Ciclosporina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de ciclosporina, resultando em nefrotoxicidade (elevação de creatinina, redução do clearance de creatinina), hipertensão, tremores, hiperplasia gengival e risco de infecções oportunistas por imunossupressão excessiva. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir a dose de ciclosporina em 50% no início da claritromicina e monitorar níveis séricos diariamente até estabilização. Ajustar dose conforme nível alvo (geralmente 100-400 ng/mL, dependendo da indicação e tempo pós-transplante).

Claritromicina e Ciclosporina interagem?

Sim, Claritromicina e Ciclosporina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm) e também inibe a p-glicoproteína intestinal e renal. a ciclosporina é extensamente metabolizada pelo cyp3a4 (>70% do clearance) e é substrato da p-gp. a inibição dupla pode aumentar a auc da ciclosporina em 2-5 vezes, com elevação rápida dos níveis sanguíneos. a ciclosporina tem índice terapêutico estreito, e este aumento pode levar a nefrotoxicidade aguda e crônica.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: reduzir a dose de ciclosporina em 50% no início da claritromicina e monitorar níveis séricos diariamente até estabilização. ajustar dose conforme nível alvo (geralmente 100-400 ng/ml, dependendo da indicação e tempo pós-transplante)..

Qual o risco de Claritromicina com Ciclosporina?

O risco da associação Claritromicina + Ciclosporina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de ciclosporina, resultando em nefrotoxicidade (elevação de creatinina, redução do clearance de creatinina), hipertensão, tremores, hiperplasia gengival e risco de infecções oportunistas por imunossupressão excessiva. Monitorar: nível sérico de ciclosporina (vale, c0) basal e diariamente nos primeiros 5-7 dias, depois 2-3x/semana. creatinina sérica e clearance de creatinina basal e a cada 2-3 dias. pressão arterial diariamente. sinais de toxicidade (tremor, parestesias, oligúria)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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