Ciclosporina + Sunitinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento moderado dos níveis plasmáticos de sunitinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), hipertensão arterial (crise hipertensiva), disfunção ventricular esquerda (insuficiência cardíaca), hipotireoidismo, mielossupressão e mucosite. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, hipertensão não controlada ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc.

Mecanismo

A ciclosporina inibe o CYP3A4 (IC50 ~ 1-2 μM). O sunitinibe é metabolizado principalmente pelo CYP3A4 para seu metabólito ativo SU12662. A inibição do CYP3A4 pela ciclosporina pode aumentar a exposição ao sunitinibe e seu metabólito em 30-50%, com base em estudos com inibidores potentes como cetoconazol. O sunitinibe está associado a prolongamento do intervalo QTc, hipertensão, hipotireoidismo e cardiotoxicidade (disfunção ventricular esquerda). A interação é clinicamente relevante, especialmente em pacientes com doença cardiovascular pré-existente.

📋Conduta Clinica

A associação pode ser usada com cautela. Realizar ECG e ecocardiograma basal antes do início e após 2-4 semanas de coadministração. Monitorar níveis séricos de sunitinibe (vale, C0) se disponível, com alvo de 50-100 ng/mL (sunitinibe + metabólito). Considerar redução empírica da dose de sunitinibe em 25% se houver fatores de risco para cardiotoxicidade. Controlar rigorosamente a pressão arterial (alvo < 140/90 mmHg). Evitar outros fármacos que prolongam o QTc e corrigir distúrbios eletrolíticos (K, Mg, Ca).

🔍O que monitorar

ECG com medição do QTc basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. Ecocardiograma basal e a cada 3 meses. Monitoramento da pressão arterial semanal (ou diário se hipertenso). Função tireoidiana (TSH) basal e a cada 2-3 meses. Hemograma completo semanal no primeiro mês, depois quinzenal. Função hepática a cada 2 semanas. Eletrólitos (K, Mg, Ca) semanalmente. Sinais de mucosite e síndrome mão-pé. Nível sérico de sunitinibe se disponível.

Alternativas

Substituir a ciclosporina por tacrolimus, que tem menor efeito inibitório sobre CYP3A4, ou considerar outro inibidor de tirosina quinase com menor potencial de interação, como pazopanibe ou axitinibe, embora estes também sejam substratos do CYP3A4 e exijam monitoramento.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Labeling for Sutent (sunitinib); Bello CL, et al. Clin Pharmacol Ther. 2006;80(5):509-521.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ciclosporina com Sunitinibe?

A combinação de Ciclosporina com Sunitinibe apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de sunitinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), hipertensão arterial (crise hipertensiva), disfunção ventricular esquerda (insuficiência cardíaca), hipotireoidismo, mielossupressão e mucosite. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, hipertensão não controlada ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc. A associação pode ser usada com cautela. Realizar ECG e ecocardiograma basal antes do início e após 2-4 semanas de coadministração. Monitorar níveis séricos de sunitinibe (vale, C0) se disponível, com alvo de 50-100 ng/mL (sunitinibe + metabólito). Considerar redução empírica da dose de sunitinibe em 25% se houver fatores de risco para cardiotoxicidade. Controlar rigorosamente a pressão arterial (alvo < 140/90 mmHg). Evitar outros fármacos que prolongam o QTc e corrigir distúrbios eletrolíticos (K, Mg, Ca).

Ciclosporina e Sunitinibe interagem?

Sim, Ciclosporina e Sunitinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a ciclosporina inibe o cyp3a4 (ic50 ~ 1-2 μm). o sunitinibe é metabolizado principalmente pelo cyp3a4 para seu metabólito ativo su12662. a inibição do cyp3a4 pela ciclosporina pode aumentar a exposição ao sunitinibe e seu metabólito em 30-50%, com base em estudos com inibidores potentes como cetoconazol. o sunitinibe está associado a prolongamento do intervalo qtc, hipertensão, hipotireoidismo e cardiotoxicidade (disfunção ventricular esquerda). a interação é clinicamente relevante, especialmente em pacientes com doença cardiovascular pré-existente.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com cautela. realizar ecg e ecocardiograma basal antes do início e após 2-4 semanas de coadministração. monitorar níveis séricos de sunitinibe (vale, c0) se disponível, com alvo de 50-100 ng/ml (sunitinibe + metabólito). considerar redução empírica da dose de sunitinibe em 25% se houver fatores de risco para cardiotoxicidade. controlar rigorosamente a pressão arterial (alvo < 140/90 mmhg). evitar outros fármacos que prolongam o qtc e corrigir distúrbios eletrolíticos (k, mg, ca)..

Qual o risco de Ciclosporina com Sunitinibe?

O risco da associação Ciclosporina + Sunitinibe é classificado como MODERADA. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de sunitinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), hipertensão arterial (crise hipertensiva), disfunção ventricular esquerda (insuficiência cardíaca), hipotireoidismo, mielossupressão e mucosite. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, hipertensão não controlada ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc. Monitorar: ecg com medição do qtc basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. ecocardiograma basal e a cada 3 meses. monitoramento da pressão arterial semanal (ou diário se hipertenso). função tireoidiana (tsh) basal e a cada 2-3 meses. hemograma completo semanal no primeiro mês, depois quinzenal. função hepática a cada 2 semanas. eletrólitos (k, mg, ca) semanalmente. sinais de mucosite e síndrome mão-pé. nível sérico de sunitinibe se disponível..

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Atualizado em junho/2026

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