Ciclosporina + Imatinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento moderado dos níveis plasmáticos de imatinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), mielossupressão (anemia, neutropenia, trombocitopenia), hepatotoxicidade (elevação de transaminases) e retenção hídrica (edema periorbital, derrame pleural). O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc.

Mecanismo

A ciclosporina é um inibidor moderado do CYP3A4 (IC50 ~ 1-2 μM). O imatinibe é metabolizado principalmente pelo CYP3A4, com contribuição menor do CYP2D6. A inibição do CYP3A4 pela ciclosporina pode aumentar a exposição ao imatinibe em 20-40%, conforme estudos de interação com inibidores potentes como cetoconazol. Embora a magnitude seja menor que com inibidores potentes, o imatinibe tem índice terapêutico estreito e está associado a prolongamento do intervalo QTc e hepatotoxicidade. A interação é clinicamente relevante, especialmente em pacientes com fatores de risco para cardiotoxicidade ou hepatotoxicidade.

📋Conduta Clinica

A associação pode ser usada com cautela. Realizar ECG basal antes do início e após 1-2 semanas de coadministração. Monitorar níveis séricos de imatinibe (vale, C0) se disponível, com alvo de 1000-2000 ng/mL. Considerar redução empírica da dose de imatinibe em 25% se houver fatores de risco para toxicidade. Evitar outros fármacos que prolongam o QTc e corrigir distúrbios eletrolíticos (K, Mg, Ca).

🔍O que monitorar

ECG com medição do QTc (corrigido por Fridericia) basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. Hemograma completo semanal no primeiro mês, depois quinzenal. Função hepática (TGO/TGP, bilirrubinas) a cada 2 semanas. Eletrólitos (K, Mg, Ca) semanalmente. Sinais de retenção hídrica (peso diário, edema). Nível sérico de imatinibe se disponível.

Alternativas

Substituir a ciclosporina por tacrolimus, que tem menor efeito inibitório sobre CYP3A4, ou considerar outro inibidor de tirosina quinase com menor potencial de interação, como dasatinibe ou nilotinibe, embora estes também sejam substratos do CYP3A4 e exijam monitoramento.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Labeling for Gleevec (imatinib); Haouala A, et al. Blood. 2011;117(8):e75-e87.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ciclosporina com Imatinibe?

A combinação de Ciclosporina com Imatinibe apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de imatinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), mielossupressão (anemia, neutropenia, trombocitopenia), hepatotoxicidade (elevação de transaminases) e retenção hídrica (edema periorbital, derrame pleural). O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc. A associação pode ser usada com cautela. Realizar ECG basal antes do início e após 1-2 semanas de coadministração. Monitorar níveis séricos de imatinibe (vale, C0) se disponível, com alvo de 1000-2000 ng/mL. Considerar redução empírica da dose de imatinibe em 25% se houver fatores de risco para toxicidade. Evitar outros fármacos que prolongam o QTc e corrigir distúrbios eletrolíticos (K, Mg, Ca).

Ciclosporina e Imatinibe interagem?

Sim, Ciclosporina e Imatinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a ciclosporina é um inibidor moderado do cyp3a4 (ic50 ~ 1-2 μm). o imatinibe é metabolizado principalmente pelo cyp3a4, com contribuição menor do cyp2d6. a inibição do cyp3a4 pela ciclosporina pode aumentar a exposição ao imatinibe em 20-40%, conforme estudos de interação com inibidores potentes como cetoconazol. embora a magnitude seja menor que com inibidores potentes, o imatinibe tem índice terapêutico estreito e está associado a prolongamento do intervalo qtc e hepatotoxicidade. a interação é clinicamente relevante, especialmente em pacientes com fatores de risco para cardiotoxicidade ou hepatotoxicidade.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com cautela. realizar ecg basal antes do início e após 1-2 semanas de coadministração. monitorar níveis séricos de imatinibe (vale, c0) se disponível, com alvo de 1000-2000 ng/ml. considerar redução empírica da dose de imatinibe em 25% se houver fatores de risco para toxicidade. evitar outros fármacos que prolongam o qtc e corrigir distúrbios eletrolíticos (k, mg, ca)..

Qual o risco de Ciclosporina com Imatinibe?

O risco da associação Ciclosporina + Imatinibe é classificado como MODERADA. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de imatinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), mielossupressão (anemia, neutropenia, trombocitopenia), hepatotoxicidade (elevação de transaminases) e retenção hídrica (edema periorbital, derrame pleural). O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc. Monitorar: ecg com medição do qtc (corrigido por fridericia) basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. hemograma completo semanal no primeiro mês, depois quinzenal. função hepática (tgo/tgp, bilirrubinas) a cada 2 semanas. eletrólitos (k, mg, ca) semanalmente. sinais de retenção hídrica (peso diário, edema). nível sérico de imatinibe se disponível..

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Atualizado em junho/2026

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