Ciclosporina + Erlotinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento moderado dos níveis plasmáticos de erlotinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), diarreia grave (grau 3-4), rash cutâneo acneiforme, hepatotoxicidade (elevação de transaminases) e pneumonite. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc.

Mecanismo

A ciclosporina inibe o CYP3A4 (IC50 ~ 1-2 μM). O erlotinibe é metabolizado principalmente pelo CYP3A4 e, em menor extensão, pelo CYP1A2. A inibição do CYP3A4 pela ciclosporina pode aumentar a AUC do erlotinibe em 30-50%, com base em estudos com inibidores potentes como cetoconazol. O erlotinibe tem índice terapêutico estreito e está associado a prolongamento do intervalo QTc, hepatotoxicidade e diarreia grave. A interação é clinicamente relevante, especialmente em pacientes com fatores de risco para cardiotoxicidade ou diarreia.

📋Conduta Clinica

A associação pode ser usada com cautela. Realizar ECG basal antes do início e após 1-2 semanas de coadministração. Monitorar níveis séricos de erlotinibe (vale, C0) se disponível, com alvo de 500-1000 ng/mL. Considerar redução empírica da dose de erlotinibe em 25% se houver fatores de risco para toxicidade. Evitar outros fármacos que prolongam o QTc e corrigir distúrbios eletrolíticos (K, Mg, Ca).

🔍O que monitorar

ECG com medição do QTc (corrigido por Fridericia) basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. Função hepática (TGO/TGP, bilirrubinas) a cada 2 semanas. Eletrólitos (K, Mg, Ca) semanalmente. Monitorar diarreia (número de evacuações, hidratação) e rash cutâneo. Sinais de pneumonite (tosse, dispneia). Nível sérico de erlotinibe se disponível.

Alternativas

Substituir a ciclosporina por tacrolimus, que tem menor efeito inibitório sobre CYP3A4, ou considerar outro inibidor de EGFR com menor potencial de interação, como gefitinibe ou afatinibe, embora estes também exijam monitoramento.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Labeling for Tarceva (erlotinib); Hidalgo M, et al. J Clin Oncol. 2001;19(13):3267-3279.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ciclosporina com Erlotinibe?

A combinação de Ciclosporina com Erlotinibe apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de erlotinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), diarreia grave (grau 3-4), rash cutâneo acneiforme, hepatotoxicidade (elevação de transaminases) e pneumonite. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc. A associação pode ser usada com cautela. Realizar ECG basal antes do início e após 1-2 semanas de coadministração. Monitorar níveis séricos de erlotinibe (vale, C0) se disponível, com alvo de 500-1000 ng/mL. Considerar redução empírica da dose de erlotinibe em 25% se houver fatores de risco para toxicidade. Evitar outros fármacos que prolongam o QTc e corrigir distúrbios eletrolíticos (K, Mg, Ca).

Ciclosporina e Erlotinibe interagem?

Sim, Ciclosporina e Erlotinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a ciclosporina inibe o cyp3a4 (ic50 ~ 1-2 μm). o erlotinibe é metabolizado principalmente pelo cyp3a4 e, em menor extensão, pelo cyp1a2. a inibição do cyp3a4 pela ciclosporina pode aumentar a auc do erlotinibe em 30-50%, com base em estudos com inibidores potentes como cetoconazol. o erlotinibe tem índice terapêutico estreito e está associado a prolongamento do intervalo qtc, hepatotoxicidade e diarreia grave. a interação é clinicamente relevante, especialmente em pacientes com fatores de risco para cardiotoxicidade ou diarreia.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com cautela. realizar ecg basal antes do início e após 1-2 semanas de coadministração. monitorar níveis séricos de erlotinibe (vale, c0) se disponível, com alvo de 500-1000 ng/ml. considerar redução empírica da dose de erlotinibe em 25% se houver fatores de risco para toxicidade. evitar outros fármacos que prolongam o qtc e corrigir distúrbios eletrolíticos (k, mg, ca)..

Qual o risco de Ciclosporina com Erlotinibe?

O risco da associação Ciclosporina + Erlotinibe é classificado como MODERADA. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de erlotinibe, com risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc (potencial para torsades de pointes), diarreia grave (grau 3-4), rash cutâneo acneiforme, hepatotoxicidade (elevação de transaminases) e pneumonite. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou uso concomitante de outros fármacos que prolongam o QTc. Monitorar: ecg com medição do qtc (corrigido por fridericia) basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. função hepática (tgo/tgp, bilirrubinas) a cada 2 semanas. eletrólitos (k, mg, ca) semanalmente. monitorar diarreia (número de evacuações, hidratação) e rash cutâneo. sinais de pneumonite (tosse, dispneia). nível sérico de erlotinibe se disponível..

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Atualizado em junho/2026

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