Cetoconazol + Rifabutina
⚠O que acontece
Aumento significativo da exposição à Rifabutina, elevando o risco de toxicidades dose-dependentes: uveíte (10-20% dos casos), neutropenia grave (contagem <500 células/mm³), artralgia, hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN) e hiperpigmentação cutânea. A redução dos níveis de Cetoconazol pode comprometer a eficácia antifúngica.
⚙Mecanismo
Cetoconazol é um potente inibidor do CYP3A4 (IC50 ~0.02 μM), principal via de metabolismo da Rifabutina (CYP3A4 contribui com >80% do clearance). A coadministração aumenta a AUC da Rifabutina em 2-3 vezes e Cmax em 1.5-2 vezes, prolongando sua meia-vida de 35 para 70 horas. Adicionalmente, Rifabutina é um indutor moderado de CYP3A4, podendo reduzir os níveis de Cetoconazol em 20-30%, criando uma interação bidirecional complexa.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de Rifabutina em 50-75% (ex: de 300mg/dia para 150mg/dia ou 150mg 3x/semana). Monitorar níveis séricos de Rifabutina se disponível (alvo: 0.3-0.9 μg/mL). Aumentar dose de Cetoconazol em 50% se houver perda de resposta antifúngica. Realizar exame oftalmológico basal e mensal para uveíte.
🔍O que monitorar
Hemograma completo com diferencial semanal no primeiro mês, depois quinzenal. Função hepática (ALT, AST, FA) a cada 2 semanas. Exame oftalmológico (acuidade visual, biomicroscopia) mensal. Questionar sobre dor ocular, fotofobia, artralgia. Nível sérico de Rifabutina (vale) se disponível.
↺Alternativas
Substituir Cetoconazol por fluconazol (menor inibição de CYP3A4) se espectro fúngico permitir. Alternativamente, substituir Rifabutina por rifampicina (indução mais previsível, mas requer ajuste maior de Cetoconazol) ou claritromicina (para profilaxia de MAC, sem interação via CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Blaschke TF et al. Clin Pharmacokinet. 1996;30(5):372-403; CDC Guidelines for MAC Prophylaxis 2009; FDA Rifabutin Prescribing Information 2022
Perguntas Frequentes
Pode tomar Cetoconazol com Rifabutina?
A combinação de Cetoconazol com Rifabutina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo da exposição à Rifabutina, elevando o risco de toxicidades dose-dependentes: uveíte (10-20% dos casos), neutropenia grave (contagem <500 células/mm³), artralgia, hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN) e hiperpigmentação cutânea. A redução dos níveis de Cetoconazol pode comprometer a eficácia antifúngica. Reduzir dose de Rifabutina em 50-75% (ex: de 300mg/dia para 150mg/dia ou 150mg 3x/semana). Monitorar níveis séricos de Rifabutina se disponível (alvo: 0.3-0.9 μg/mL). Aumentar dose de Cetoconazol em 50% se houver perda de resposta antifúngica. Realizar exame oftalmológico basal e mensal para uveíte.
Cetoconazol e Rifabutina interagem?
Sim, Cetoconazol e Rifabutina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve cetoconazol é um potente inibidor do cyp3a4 (ic50 ~0.02 μm), principal via de metabolismo da rifabutina (cyp3a4 contribui com >80% do clearance). a coadministração aumenta a auc da rifabutina em 2-3 vezes e cmax em 1.5-2 vezes, prolongando sua meia-vida de 35 para 70 horas. adicionalmente, rifabutina é um indutor moderado de cyp3a4, podendo reduzir os níveis de cetoconazol em 20-30%, criando uma interação bidirecional complexa.. A conduta recomendada é: reduzir dose de rifabutina em 50-75% (ex: de 300mg/dia para 150mg/dia ou 150mg 3x/semana). monitorar níveis séricos de rifabutina se disponível (alvo: 0.3-0.9 μg/ml). aumentar dose de cetoconazol em 50% se houver perda de resposta antifúngica. realizar exame oftalmológico basal e mensal para uveíte..
Qual o risco de Cetoconazol com Rifabutina?
O risco da associação Cetoconazol + Rifabutina é classificado como MODERADA. Aumento significativo da exposição à Rifabutina, elevando o risco de toxicidades dose-dependentes: uveíte (10-20% dos casos), neutropenia grave (contagem <500 células/mm³), artralgia, hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN) e hiperpigmentação cutânea. A redução dos níveis de Cetoconazol pode comprometer a eficácia antifúngica. Monitorar: hemograma completo com diferencial semanal no primeiro mês, depois quinzenal. função hepática (alt, ast, fa) a cada 2 semanas. exame oftalmológico (acuidade visual, biomicroscopia) mensal. questionar sobre dor ocular, fotofobia, artralgia. nível sérico de rifabutina (vale) se disponível..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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