Carbamazepina + Ibrutinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução drástica nos níveis plasmáticos de Ibrutinibe (AUC reduzida em 70-90%), resultando em perda de eficácia terapêutica. Risco de progressão da doença oncológica.

Mecanismo

Carbamazepina é um potente indutor do CYP3A4, principal via de metabolismo do Ibrutinibe (>90% metabolizado por CYP3A4). A indução enzimática reduz significativamente a exposição ao Ibrutinibe. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC do Ibrutinibe em aproximadamente 90%. Com carbamazepina, espera-se redução de 70-90%, levando a níveis subterapêuticos e perda de eficácia.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de Ibrutinibe para 840 mg/dia (dose máxima estudada com indutores) sob monitoramento rigoroso. Preferir alternativa à carbamazepina que não induza CYP3A4 (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a dose de Ibrutinibe para a dose padrão (420 mg/dia) ao longo de 1-2 semanas.

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (progressão tumoral), hemograma completo (plaquetas, neutrófilos), ECG (QTc) e sinais de toxicidade (fibrilação atrial, sangramento). Ajustar dose conforme necessário.

Alternativas

Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor enzimático (levetiracetam, gabapentina, lamotrigina, ácido valproico). Se necessário ajuste do Ibrutinibe, considerar acalabrutinibe (menor dependência de CYP3A4) ou outro inibidor de BTK.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Ibrutinib Label; Clin Pharmacol Ther. 2015;97(4):336-46.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Ibrutinibe?

A combinação de Carbamazepina com Ibrutinibe apresenta interação de gravidade moderada. Redução drástica nos níveis plasmáticos de Ibrutinibe (AUC reduzida em 70-90%), resultando em perda de eficácia terapêutica. Risco de progressão da doença oncológica. Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de Ibrutinibe para 840 mg/dia (dose máxima estudada com indutores) sob monitoramento rigoroso. Preferir alternativa à carbamazepina que não induza CYP3A4 (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a dose de Ibrutinibe para a dose padrão (420 mg/dia) ao longo de 1-2 semanas.

Carbamazepina e Ibrutinibe interagem?

Sim, Carbamazepina e Ibrutinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbamazepina é um potente indutor do cyp3a4, principal via de metabolismo do ibrutinibe (>90% metabolizado por cyp3a4). a indução enzimática reduz significativamente a exposição ao ibrutinibe. estudos com rifampicina mostram redução da auc do ibrutinibe em aproximadamente 90%. com carbamazepina, espera-se redução de 70-90%, levando a níveis subterapêuticos e perda de eficácia.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, aumentar a dose de ibrutinibe para 840 mg/dia (dose máxima estudada com indutores) sob monitoramento rigoroso. preferir alternativa à carbamazepina que não induza cyp3a4 (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a dose de ibrutinibe para a dose padrão (420 mg/dia) ao longo de 1-2 semanas..

Qual o risco de Carbamazepina com Ibrutinibe?

O risco da associação Carbamazepina + Ibrutinibe é classificado como MODERADA. Redução drástica nos níveis plasmáticos de Ibrutinibe (AUC reduzida em 70-90%), resultando em perda de eficácia terapêutica. Risco de progressão da doença oncológica. Monitorar: monitorar resposta clínica (progressão tumoral), hemograma completo (plaquetas, neutrófilos), ecg (qtc) e sinais de toxicidade (fibrilação atrial, sangramento). ajustar dose conforme necessário..

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Atualizado em junho/2026

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