Azitromicina + Amiodarona
⚠O que acontece
Prolongamento excessivo do QT com risco de torsades de pointes, arritmias ventriculares e morte súbita cardíaca.
⚙Mecanismo
Ambos os fármacos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG. O efeito é aditivo e dose-dependente.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se imprescindível, monitorar ECG antes, 24h e 72h após início. Suspender se QTc > 500ms ou aumento > 60ms do basal.
🔍O que monitorar
ECG seriado, QTc, eletrólitos (K+, Mg2+), frequência cardíaca
↺Alternativas
Substituir azitromicina por amoxicilina ou doxiciclina quando possível.
📚Referências
Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Azitromicina com Amiodarona?
A combinação de Azitromicina com Amiodarona apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento excessivo do QT com risco de torsades de pointes, arritmias ventriculares e morte súbita cardíaca. Evitar associação. Se imprescindível, monitorar ECG antes, 24h e 72h após início. Suspender se QTc > 500ms ou aumento > 60ms do basal.
Azitromicina e Amiodarona interagem?
Sim, Azitromicina e Amiodarona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg. o efeito é aditivo e dose-dependente.. A conduta recomendada é: evitar associação. se imprescindível, monitorar ecg antes, 24h e 72h após início. suspender se qtc > 500ms ou aumento > 60ms do basal..
Qual o risco de Azitromicina com Amiodarona?
O risco da associação Azitromicina + Amiodarona é classificado como GRAVE. Prolongamento excessivo do QT com risco de torsades de pointes, arritmias ventriculares e morte súbita cardíaca. Monitorar: ecg seriado, qtc, eletrólitos (k+, mg2+), frequência cardíaca.
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
Revisada por equipe farmaceutica — Tier A
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