Voriconazol + Sinvastatina
⚠O que acontece
Aumento significativo do risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CK elevada) e rabdomiólise (CK > 10.000 UI/L, risco de insuficiência renal aguda). Hepatotoxicidade também pode ocorrer (elevação de transaminases > 3x LSN). Casos de rabdomiólise relatados com itraconazol + sinvastatina.
⚙Mecanismo
Voriconazol é um inibidor potente da CYP3A4 (principal via de metabolismo da sinvastatina). A sinvastatina é um pró-fármaco administrado na forma de lactona, que é extensamente metabolizada pela CYP3A4 intestinal e hepática. A inibição potente pelo voriconazol (IC50 ~ 0,2μM) pode aumentar a AUC da sinvastatina em 10-20 vezes, elevando drasticamente o risco de miopatia e rabdomiólise. A interação é bem documentada com outros inibidores potentes de CYP3A4 (itraconazol, cetoconazol) e é extrapolada para voriconazol.
📋Conduta Clinica
A associação é CONTRAINDICADA. A sinvastatina deve ser suspensa antes do início do voriconazol. Se o paciente já está em uso de voriconazol e necessita de estatina: 1) Suspender sinvastatina imediatamente; 2) Aguardar washout de 5 meias-vidas (~15 horas) antes de iniciar estatina alternativa; 3) Iniciar estatina não metabolizada por CYP3A4: pravastatina (metabolismo via sulfatação) ou rosuvastatina (metabolismo CYP2C9, mínimo CYP3A4) em doses baixas (pravastatina 10-20mg/dia, rosuvastatina 5-10mg/dia); 4) Monitorar CK e transaminases.
🔍O que monitorar
CK basal e semanal no primeiro mês, depois mensal; TGO/TGP basal e mensal; sintomas musculares (dor, fraqueza, sensibilidade); função renal (creatinina) se CK elevada.
↺Alternativas
Substituir sinvastatina por pravastatina ou rosuvastatina em doses baixas, com monitoramento rigoroso. Se voriconazol puder ser substituído, avaliar antifúngico com menor inibição de CYP3A4 (ex: anfotericina B, equinocandinas), mas isso raramente é viável pela indicação clínica do voriconazol.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication: Ongoing safety review of high-dose simvastatin and increased risk of rhabdomyolysis. 2010; Neuvonen PJ et al. Drug interactions with lipid-lowering drugs: mechanisms and clinical relevance. Clin Pharmacol Ther. 2006;80(6):565-81.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Sinvastatina?
A combinação de Voriconazol com Sinvastatina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo do risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CK elevada) e rabdomiólise (CK > 10.000 UI/L, risco de insuficiência renal aguda). Hepatotoxicidade também pode ocorrer (elevação de transaminases > 3x LSN). Casos de rabdomiólise relatados com itraconazol + sinvastatina. A associação é CONTRAINDICADA. A sinvastatina deve ser suspensa antes do início do voriconazol. Se o paciente já está em uso de voriconazol e necessita de estatina: 1) Suspender sinvastatina imediatamente; 2) Aguardar washout de 5 meias-vidas (~15 horas) antes de iniciar estatina alternativa; 3) Iniciar estatina não metabolizada por CYP3A4: pravastatina (metabolismo via sulfatação) ou rosuvastatina (metabolismo CYP2C9, mínimo CYP3A4) em doses baixas (pravastatina 10-20mg/dia, rosuvastatina 5-10mg/dia); 4) Monitorar CK e transaminases.
Voriconazol e Sinvastatina interagem?
Sim, Voriconazol e Sinvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol é um inibidor potente da cyp3a4 (principal via de metabolismo da sinvastatina). a sinvastatina é um pró-fármaco administrado na forma de lactona, que é extensamente metabolizada pela cyp3a4 intestinal e hepática. a inibição potente pelo voriconazol (ic50 ~ 0,2μm) pode aumentar a auc da sinvastatina em 10-20 vezes, elevando drasticamente o risco de miopatia e rabdomiólise. a interação é bem documentada com outros inibidores potentes de cyp3a4 (itraconazol, cetoconazol) e é extrapolada para voriconazol.. A conduta recomendada é: a associação é contraindicada. a sinvastatina deve ser suspensa antes do início do voriconazol. se o paciente já está em uso de voriconazol e necessita de estatina: 1) suspender sinvastatina imediatamente; 2) aguardar washout de 5 meias-vidas (~15 horas) antes de iniciar estatina alternativa; 3) iniciar estatina não metabolizada por cyp3a4: pravastatina (metabolismo via sulfatação) ou rosuvastatina (metabolismo cyp2c9, mínimo cyp3a4) em doses baixas (pravastatina 10-20mg/dia, rosuvastatina 5-10mg/dia); 4) monitorar ck e transaminases..
Qual o risco de Voriconazol com Sinvastatina?
O risco da associação Voriconazol + Sinvastatina é classificado como GRAVE. Aumento significativo do risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CK elevada) e rabdomiólise (CK > 10.000 UI/L, risco de insuficiência renal aguda). Hepatotoxicidade também pode ocorrer (elevação de transaminases > 3x LSN). Casos de rabdomiólise relatados com itraconazol + sinvastatina. Monitorar: ck basal e semanal no primeiro mês, depois mensal; tgo/tgp basal e mensal; sintomas musculares (dor, fraqueza, sensibilidade); função renal (creatinina) se ck elevada..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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