Voriconazol + Rivaroxabana
⚠O que acontece
Aumento significativo da exposição à rivaroxabana, elevando o risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal) e sangramento fatal. O risco é particularmente alto em pacientes com insuficiência renal, idosos ou com baixo peso corporal.
⚙Mecanismo
Voriconazol é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0.2-0.5 μM), a principal via de metabolismo da rivaroxabana (responsável por ~51% da depuração). A inibição reduz significativamente o clearance da rivaroxabana, aumentando sua AUC em aproximadamente 40-50% e a Cmax em 30%, conforme estudos com inibidores fortes do CYP3A4. A rivaroxabana também é substrato da P-gp, mas a contribuição do CYP3A4 é predominante.
📋Conduta Clinica
O uso concomitante é contraindicado em pacientes com insuficiência renal (ClCr <80 mL/min) e deve ser evitado em todos os outros, a menos que o benefício supere o risco. Se a coadministração for inevitável, reduzir a dose de rivaroxabana para 10 mg/dia (em vez de 20 mg/dia) para indicações como fibrilação atrial, e monitorar rigorosamente. Para tratamento de TEV, considerar mudar para heparina de baixo peso molecular ou fondaparinux durante o uso de voriconazol.
🔍O que monitorar
Monitorar sinais de sangramento (hemoglobina, hematócrito, sangue oculto nas fezes) a cada 2-3 dias inicialmente, depois semanalmente. Avaliar função renal (creatinina, ClCr) antes e durante o tratamento. Em caso de sangramento, suspender ambos os fármacos e considerar agentes de reversão (ex: andexanet alfa).
↺Alternativas
Substituir voriconazol por um antifúngico que não iniba CYP3A4/P-gp, como anfotericina B ou equinocandinas (caspofungina, micafungina). Se o voriconazol for essencial, substituir rivaroxabana por heparina não fracionada, heparina de baixo peso molecular ou fondaparinux, que não interagem via CYP450.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Label Rivaroxabana (Xarelto) 2023; Eikelboom JW, et al. N Engl J Med. 2011;365:883-891.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Rivaroxabana?
A combinação de Voriconazol com Rivaroxabana apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo da exposição à rivaroxabana, elevando o risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal) e sangramento fatal. O risco é particularmente alto em pacientes com insuficiência renal, idosos ou com baixo peso corporal. O uso concomitante é contraindicado em pacientes com insuficiência renal (ClCr <80 mL/min) e deve ser evitado em todos os outros, a menos que o benefício supere o risco. Se a coadministração for inevitável, reduzir a dose de rivaroxabana para 10 mg/dia (em vez de 20 mg/dia) para indicações como fibrilação atrial, e monitorar rigorosamente. Para tratamento de TEV, considerar mudar para heparina de baixo peso molecular ou fondaparinux durante o uso de voriconazol.
Voriconazol e Rivaroxabana interagem?
Sim, Voriconazol e Rivaroxabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0.2-0.5 μm), a principal via de metabolismo da rivaroxabana (responsável por ~51% da depuração). a inibição reduz significativamente o clearance da rivaroxabana, aumentando sua auc em aproximadamente 40-50% e a cmax em 30%, conforme estudos com inibidores fortes do cyp3a4. a rivaroxabana também é substrato da p-gp, mas a contribuição do cyp3a4 é predominante.. A conduta recomendada é: o uso concomitante é contraindicado em pacientes com insuficiência renal (clcr <80 ml/min) e deve ser evitado em todos os outros, a menos que o benefício supere o risco. se a coadministração for inevitável, reduzir a dose de rivaroxabana para 10 mg/dia (em vez de 20 mg/dia) para indicações como fibrilação atrial, e monitorar rigorosamente. para tratamento de tev, considerar mudar para heparina de baixo peso molecular ou fondaparinux durante o uso de voriconazol..
Qual o risco de Voriconazol com Rivaroxabana?
O risco da associação Voriconazol + Rivaroxabana é classificado como GRAVE. Aumento significativo da exposição à rivaroxabana, elevando o risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal) e sangramento fatal. O risco é particularmente alto em pacientes com insuficiência renal, idosos ou com baixo peso corporal. Monitorar: monitorar sinais de sangramento (hemoglobina, hematócrito, sangue oculto nas fezes) a cada 2-3 dias inicialmente, depois semanalmente. avaliar função renal (creatinina, clcr) antes e durante o tratamento. em caso de sangramento, suspender ambos os fármacos e considerar agentes de reversão (ex: andexanet alfa)..
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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
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Atualizado em junho/2026
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