Verapamil + Sinvastatina
⚠O que acontece
Risco significativamente aumentado de miopatia (dor muscular, fraqueza, CK elevada) e rabdomiólise (CK > 10x LSN com lesão renal aguda). Hepatotoxicidade também é possível, mas menos comum.
⚙Mecanismo
Inibição potente da CYP3A4 pelo verapamil, principal via de metabolismo da sinvastatina. O verapamil aumenta a AUC da sinvastatina em 2-4 vezes e a Cmax em 3-5 vezes. A exposição elevada à sinvastatina está diretamente relacionada ao risco de miopatia e rabdomiólise, que é dose-dependente.
📋Conduta Clinica
A sinvastatina tem limite de dose máxima de 20 mg/dia quando coadministrada com verapamil (recomendação de bula FDA). Preferir não usar sinvastatina. Se a associação for inevitável: 1) Limitar sinvastatina a 20 mg/dia. 2) Monitorar sintomas musculares e CK basal e se sintomas. 3) Suspender sinvastatina se CK > 5x LSN ou sintomas musculares inexplicados.
🔍O que monitorar
Questionar ativamente sobre mialgia, fraqueza muscular, urina escura. CK basal e se sintomas. TGO/TGP anualmente ou se sintomas hepáticos.
↺Alternativas
Substituir a sinvastatina por estatina não metabolizada por CYP3A4: rosuvastatina (2,5-10 mg/dia), pravastatina (10-40 mg/dia) ou pitavastatina (1-4 mg/dia). Estas têm risco mínimo de interação com verapamil. Se o objetivo for anti-hipertensivo, substituir verapamil por anlodipino (interação fraca com sinvastatina, limite de 20 mg/dia).
📚Referências
FDA Drug Safety Communication (Sinvastatina dose limits); Flockhart Table (Verapamil: inibidor CYP3A4); Micromedex 2024 (Major)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Sinvastatina?
A combinação de Verapamil com Sinvastatina apresenta interação de gravidade grave. Risco significativamente aumentado de miopatia (dor muscular, fraqueza, CK elevada) e rabdomiólise (CK > 10x LSN com lesão renal aguda). Hepatotoxicidade também é possível, mas menos comum. A sinvastatina tem limite de dose máxima de 20 mg/dia quando coadministrada com verapamil (recomendação de bula FDA). Preferir não usar sinvastatina. Se a associação for inevitável: 1) Limitar sinvastatina a 20 mg/dia. 2) Monitorar sintomas musculares e CK basal e se sintomas. 3) Suspender sinvastatina se CK > 5x LSN ou sintomas musculares inexplicados.
Verapamil e Sinvastatina interagem?
Sim, Verapamil e Sinvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve inibição potente da cyp3a4 pelo verapamil, principal via de metabolismo da sinvastatina. o verapamil aumenta a auc da sinvastatina em 2-4 vezes e a cmax em 3-5 vezes. a exposição elevada à sinvastatina está diretamente relacionada ao risco de miopatia e rabdomiólise, que é dose-dependente.. A conduta recomendada é: a sinvastatina tem limite de dose máxima de 20 mg/dia quando coadministrada com verapamil (recomendação de bula fda). preferir não usar sinvastatina. se a associação for inevitável: 1) limitar sinvastatina a 20 mg/dia. 2) monitorar sintomas musculares e ck basal e se sintomas. 3) suspender sinvastatina se ck > 5x lsn ou sintomas musculares inexplicados..
Qual o risco de Verapamil com Sinvastatina?
O risco da associação Verapamil + Sinvastatina é classificado como GRAVE. Risco significativamente aumentado de miopatia (dor muscular, fraqueza, CK elevada) e rabdomiólise (CK > 10x LSN com lesão renal aguda). Hepatotoxicidade também é possível, mas menos comum. Monitorar: questionar ativamente sobre mialgia, fraqueza muscular, urina escura. ck basal e se sintomas. tgo/tgp anualmente ou se sintomas hepáticos..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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