Verapamil + Ranolazina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis de ranolazina, com prolongamento do QTc (aumento de 15-25 ms adicional) e risco de torsades de pointes, especialmente em pacientes com QTc basal limítrofe (>450 ms homens, >470 ms mulheres), insuficiência hepática ou renal.

Mecanismo

Verapamil é inibidor moderado a potente da CYP3A4, enzima responsável por >70% do metabolismo da ranolazina. A coadministração aumenta a AUC da ranolazina em 2-3 vezes, com efeito aditivo no prolongamento do QTc (ranolazina prolonga QTc em 2-5 ms isoladamente, mas o efeito é magnificado com inibidores).

📋Conduta Clinica

Contraindicado o uso concomitante. Se inevitável, reduzir dose de ranolazina para 500 mg 12/12h (dose inicial, ao invés de 1000 mg) e monitorar ECG a cada 48-72h. Suspender se QTc > 500 ms. Evitar completamente em pacientes com QTc basal prolongado ou em uso de outros fármacos que prolongam QTc.

🔍O que monitorar

ECG basal e seriado (QTc a cada 48-72h na primeira semana, depois mensal); eletrólitos (K+, Mg2+) a cada 2 semanas inicialmente; função hepática mensal; sinais de arritmia (palpitações, síncope, tontura).

Alternativas

Substituir verapamil por antianginoso sem inibição CYP3A4 (ex.: anlodipino, nitrato de ação prolongada) ou substituir ranolazina por trimetazidina (se disponível e indicada) ou ivabradina (com cautela, ver interação específica).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Ranolazine Label 2023; EHRA Consensus 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Verapamil com Ranolazina?

A combinação de Verapamil com Ranolazina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de ranolazina, com prolongamento do QTc (aumento de 15-25 ms adicional) e risco de torsades de pointes, especialmente em pacientes com QTc basal limítrofe (>450 ms homens, >470 ms mulheres), insuficiência hepática ou renal. Contraindicado o uso concomitante. Se inevitável, reduzir dose de ranolazina para 500 mg 12/12h (dose inicial, ao invés de 1000 mg) e monitorar ECG a cada 48-72h. Suspender se QTc > 500 ms. Evitar completamente em pacientes com QTc basal prolongado ou em uso de outros fármacos que prolongam QTc.

Verapamil e Ranolazina interagem?

Sim, Verapamil e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil é inibidor moderado a potente da cyp3a4, enzima responsável por >70% do metabolismo da ranolazina. a coadministração aumenta a auc da ranolazina em 2-3 vezes, com efeito aditivo no prolongamento do qtc (ranolazina prolonga qtc em 2-5 ms isoladamente, mas o efeito é magnificado com inibidores).. A conduta recomendada é: contraindicado o uso concomitante. se inevitável, reduzir dose de ranolazina para 500 mg 12/12h (dose inicial, ao invés de 1000 mg) e monitorar ecg a cada 48-72h. suspender se qtc > 500 ms. evitar completamente em pacientes com qtc basal prolongado ou em uso de outros fármacos que prolongam qtc..

Qual o risco de Verapamil com Ranolazina?

O risco da associação Verapamil + Ranolazina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de ranolazina, com prolongamento do QTc (aumento de 15-25 ms adicional) e risco de torsades de pointes, especialmente em pacientes com QTc basal limítrofe (>450 ms homens, >470 ms mulheres), insuficiência hepática ou renal. Monitorar: ecg basal e seriado (qtc a cada 48-72h na primeira semana, depois mensal); eletrólitos (k+, mg2+) a cada 2 semanas inicialmente; função hepática mensal; sinais de arritmia (palpitações, síncope, tontura)..

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Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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