Verapamil + Atorvastatina
⚠O que acontece
Elevação significativa dos níveis de atorvastatina com risco aumentado de toxicidade muscular e hepática.
⚙Mecanismo
Verapamil inibe moderadamente CYP3A4 (e fracamente P-gp), aumentando AUC da atorvastatina em ~30-50%. Risco de miopatia e rabdomiólise dose-dependente.
📋Conduta Clinica
Limitar atorvastatina a no máximo 20 mg/dia. Se dose >20 mg necessária, trocar por rosuvastatina ou pravastatina. Reavaliar após 2 semanas.
🔍O que monitorar
CK, TGO/TGP, sintomas de mialgia, função hepática a cada 3-6 meses.
↺Alternativas
Rosuvastatina 5-10 mg ou pravastatina 40 mg (menor interação CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA label
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Atorvastatina?
A combinação de Verapamil com Atorvastatina apresenta interação de gravidade grave. Elevação significativa dos níveis de atorvastatina com risco aumentado de toxicidade muscular e hepática. Limitar atorvastatina a no máximo 20 mg/dia. Se dose >20 mg necessária, trocar por rosuvastatina ou pravastatina. Reavaliar após 2 semanas.
Verapamil e Atorvastatina interagem?
Sim, Verapamil e Atorvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil inibe moderadamente cyp3a4 (e fracamente p-gp), aumentando auc da atorvastatina em ~30-50%. risco de miopatia e rabdomiólise dose-dependente.. A conduta recomendada é: limitar atorvastatina a no máximo 20 mg/dia. se dose >20 mg necessária, trocar por rosuvastatina ou pravastatina. reavaliar após 2 semanas..
Qual o risco de Verapamil com Atorvastatina?
O risco da associação Verapamil + Atorvastatina é classificado como GRAVE. Elevação significativa dos níveis de atorvastatina com risco aumentado de toxicidade muscular e hepática. Monitorar: ck, tgo/tgp, sintomas de mialgia, função hepática a cada 3-6 meses..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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