Venlafaxina + Verapamil
⚠O que acontece
Prolongamento do intervalo QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base), com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. O risco absoluto é baixo em pacientes sem outros fatores de risco, mas a combinação é considerada de alto risco por diretrizes (CredibleMeds: ambos listados como 'Known Risk' ou 'Possible Risk').
⚙Mecanismo
Ambos os fármacos prolongam o intervalo QT por mecanismos distintos, mas potencialmente aditivos. A venlafaxina, em doses terapêuticas, causa bloqueio modesto dos canais hERG (IKr), com aumento médio do QTc de 5-10 ms; em superdose, o prolongamento é significativo. O verapamil bloqueia principalmente canais de cálcio tipo L, mas também inibe canais hERG (IKr) em concentrações elevadas, prolongando o QTc em 10-20 ms. A combinação pode resultar em prolongamento aditivo do QTc, especialmente em pacientes com fatores de risco (hipocalemia, bradicardia, sexo feminino, cardiopatia estrutural). Relatos de caso documentam QTc >500 ms e torsades de pointes com venlafaxina em superdose ou com co-fatores, mas o risco com verapamil é menor isoladamente.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável (ex.: hipertensão e depressão refratárias), obter ECG basal e repetir após 1-2 semanas de uso concomitante. Manter K+ sérico >4,0 mmol/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. Evitar doses altas de venlafaxina (>150 mg/dia) e verapamil (>240 mg/dia). Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou sintomas de arritmia.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal, após 1-2 semanas, depois mensalmente nos primeiros 3 meses. Eletrólitos (K+, Mg2+) basais e a cada 2-4 semanas. Monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, tontura) e frequência cardíaca (risco de bradicardia aditiva).
↺Alternativas
Substituir venlafaxina por ISRS com menor risco de prolongamento de QT: sertralina, citalopram (cautela com doses >40 mg/dia) ou escitalopram. Para hipertensão, substituir verapamil por anlodipino (sem efeito no QT) ou inibidor da ECA. Se ambas as trocas forem possíveis, priorizar a substituição do verapamil, pois o risco de QT da venlafaxina é menor em doses terapêuticas.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Venlafaxina [bula]. Wyeth; 2023; Verapamil [bula]. Biosintética; 2023; PubMed: PMID 15522219, 23192411
Perguntas Frequentes
Pode tomar Venlafaxina com Verapamil?
A combinação de Venlafaxina com Verapamil apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base), com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. O risco absoluto é baixo em pacientes sem outros fatores de risco, mas a combinação é considerada de alto risco por diretrizes (CredibleMeds: ambos listados como 'Known Risk' ou 'Possible Risk'). Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável (ex.: hipertensão e depressão refratárias), obter ECG basal e repetir após 1-2 semanas de uso concomitante. Manter K+ sérico >4,0 mmol/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. Evitar doses altas de venlafaxina (>150 mg/dia) e verapamil (>240 mg/dia). Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou sintomas de arritmia.
Venlafaxina e Verapamil interagem?
Sim, Venlafaxina e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos prolongam o intervalo qt por mecanismos distintos, mas potencialmente aditivos. a venlafaxina, em doses terapêuticas, causa bloqueio modesto dos canais herg (ikr), com aumento médio do qtc de 5-10 ms; em superdose, o prolongamento é significativo. o verapamil bloqueia principalmente canais de cálcio tipo l, mas também inibe canais herg (ikr) em concentrações elevadas, prolongando o qtc em 10-20 ms. a combinação pode resultar em prolongamento aditivo do qtc, especialmente em pacientes com fatores de risco (hipocalemia, bradicardia, sexo feminino, cardiopatia estrutural). relatos de caso documentam qtc >500 ms e torsades de pointes com venlafaxina em superdose ou com co-fatores, mas o risco com verapamil é menor isoladamente.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável (ex.: hipertensão e depressão refratárias), obter ecg basal e repetir após 1-2 semanas de uso concomitante. manter k+ sérico >4,0 mmol/l e mg2+ >2,0 mg/dl. evitar doses altas de venlafaxina (>150 mg/dia) e verapamil (>240 mg/dia). suspender imediatamente se qtc >500 ms ou sintomas de arritmia..
Qual o risco de Venlafaxina com Verapamil?
O risco da associação Venlafaxina + Verapamil é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base), com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. O risco absoluto é baixo em pacientes sem outros fatores de risco, mas a combinação é considerada de alto risco por diretrizes (CredibleMeds: ambos listados como 'Known Risk' ou 'Possible Risk'). Monitorar: ecg com qtc basal, após 1-2 semanas, depois mensalmente nos primeiros 3 meses. eletrólitos (k+, mg2+) basais e a cada 2-4 semanas. monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, tontura) e frequência cardíaca (risco de bradicardia aditiva)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.