Topiramato + Rivaroxabana

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução modesta dos níveis de rivaroxabana com possível diminuição do efeito anticoagulante em pacientes de alto risco trombótico.

Mecanismo

Topiramato indutor fraco CYP3A4/P-gp. Rivaroxabana ~18% metabolizada por CYP3A4 (Km ~10 μM) + substrato P-gp. Redução esperada de exposição ~10-20%.

📋Conduta Clinica

Manter rivaroxabana; reavaliar risco trombótico 2-4 semanas após início de topiramato. Considerar troca para dabigatrana ou varfarina se evento trombótico prévio.

🔍O que monitorar

Sinais de trombose ou sangramento; hemograma e função renal a cada 3-6 meses.

Alternativas

Dabigatrana (não afetada por CYP3A4) ou varfarina com INR.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Topiramato com Rivaroxabana?

A combinação de Topiramato com Rivaroxabana apresenta interação de gravidade moderada. Redução modesta dos níveis de rivaroxabana com possível diminuição do efeito anticoagulante em pacientes de alto risco trombótico. Manter rivaroxabana; reavaliar risco trombótico 2-4 semanas após início de topiramato. Considerar troca para dabigatrana ou varfarina se evento trombótico prévio.

Topiramato e Rivaroxabana interagem?

Sim, Topiramato e Rivaroxabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve topiramato indutor fraco cyp3a4/p-gp. rivaroxabana ~18% metabolizada por cyp3a4 (km ~10 μm) + substrato p-gp. redução esperada de exposição ~10-20%.. A conduta recomendada é: manter rivaroxabana; reavaliar risco trombótico 2-4 semanas após início de topiramato. considerar troca para dabigatrana ou varfarina se evento trombótico prévio..

Qual o risco de Topiramato com Rivaroxabana?

O risco da associação Topiramato + Rivaroxabana é classificado como MODERADA. Redução modesta dos níveis de rivaroxabana com possível diminuição do efeito anticoagulante em pacientes de alto risco trombótico. Monitorar: sinais de trombose ou sangramento; hemograma e função renal a cada 3-6 meses..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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