Sertralina + Ranolazina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis de Ranolazina, com prolongamento dose-dependente do QTc (média de 2-5 ms por 1000 ng/mL). Risco de TdP é baixo isoladamente, mas aumenta com fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, outros prolongadores de QT).

Mecanismo

Ranolazina é metabolizada principalmente por CYP3A4 (~70%) e secundariamente por CYP2D6 (~10-15%). Sertralina inibe CYP2D6 (Ki ~1-3 μM) e fracamente CYP3A4 (IC50 > 10 μM). Embora a contribuição de CYP2D6 seja menor, a inibição pode aumentar a AUC da Ranolazina em 20-30%, suficiente para elevar o risco de prolongamento QTc, especialmente em idosos, insuficiência renal ou uso concomitante de inibidores de CYP3A4. Ranolazina inibe IKr com IC50 ~6 μM.

📋Conduta Clinica

Monitorar ECG basal e após 1-2 semanas do início da Sertralina. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, reduzir dose de Ranolazina (dose máxima 500 mg BID) ou suspender. Manter K+ ≥ 4,0 e Mg2+ ≥ 2,0. Evitar associação com inibidores potentes de CYP3A4 (ex: Claritromicina, Itraconazol).

🔍O que monitorar

ECG com QTc (fórmula de Fridericia) basal e a cada 3-6 meses; eletrólitos (K+, Mg2+) a cada 3 meses; sinais de arritmia (palpitações, síncope). Em pacientes com insuficiência renal (CrCl < 30 mL/min), monitoramento mais frequente.

Alternativas

Substituir Sertralina por Escitalopram (menor inibição enzimática) ou substituir Ranolazina por Ivabradina (sem prolongamento QT) ou outro antianginoso (ex: Betabloqueador, Nitrato).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Ranolazina FDA Label; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Sertralina com Ranolazina?

A combinação de Sertralina com Ranolazina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de Ranolazina, com prolongamento dose-dependente do QTc (média de 2-5 ms por 1000 ng/mL). Risco de TdP é baixo isoladamente, mas aumenta com fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, outros prolongadores de QT). Monitorar ECG basal e após 1-2 semanas do início da Sertralina. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, reduzir dose de Ranolazina (dose máxima 500 mg BID) ou suspender. Manter K+ ≥ 4,0 e Mg2+ ≥ 2,0. Evitar associação com inibidores potentes de CYP3A4 (ex: Claritromicina, Itraconazol).

Sertralina e Ranolazina interagem?

Sim, Sertralina e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina é metabolizada principalmente por cyp3a4 (~70%) e secundariamente por cyp2d6 (~10-15%). sertralina inibe cyp2d6 (ki ~1-3 μm) e fracamente cyp3a4 (ic50 > 10 μm). embora a contribuição de cyp2d6 seja menor, a inibição pode aumentar a auc da ranolazina em 20-30%, suficiente para elevar o risco de prolongamento qtc, especialmente em idosos, insuficiência renal ou uso concomitante de inibidores de cyp3a4. ranolazina inibe ikr com ic50 ~6 μm.. A conduta recomendada é: monitorar ecg basal e após 1-2 semanas do início da sertralina. se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms, reduzir dose de ranolazina (dose máxima 500 mg bid) ou suspender. manter k+ ≥ 4,0 e mg2+ ≥ 2,0. evitar associação com inibidores potentes de cyp3a4 (ex: claritromicina, itraconazol)..

Qual o risco de Sertralina com Ranolazina?

O risco da associação Sertralina + Ranolazina é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de Ranolazina, com prolongamento dose-dependente do QTc (média de 2-5 ms por 1000 ng/mL). Risco de TdP é baixo isoladamente, mas aumenta com fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, outros prolongadores de QT). Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia) basal e a cada 3-6 meses; eletrólitos (k+, mg2+) a cada 3 meses; sinais de arritmia (palpitações, síncope). em pacientes com insuficiência renal (crcl < 30 ml/min), monitoramento mais frequente..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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