Ritonavir + Warfarina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento significativo do efeito anticoagulante (INR elevado), com risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal, hematomas extensos) e potencialmente fatal.

Mecanismo

Warfarina é uma mistura racêmica. O enantiômero S (mais potente) é metabolizado principalmente pelo CYP2C9 (via de alta afinidade, Km ~3-5 μM). Ritonavir inibe CYP2C9 (IC50 ~2-5 μM) e CYP3A4 (metaboliza R-warfarina). A inibição do CYP2C9 pode reduzir a depuração da S-warfarina em 50-70%, aumentando o INR e o risco de sangramento grave. Relatos de caso documentam aumentos de INR > 10 e sangramentos com necessidade de hospitalização.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose de warfarina empiricamente em 50-70% no início do ritonavir. Monitorar INR diariamente na primeira semana, depois a cada 2-3 dias até estabilização. Ajustar dose conforme INR alvo.

🔍O que monitorar

INR basal, diário por 7 dias, depois a cada 48-72h até estabilidade. Após estabilização, manter monitoramento semanal enquanto durar a coadministração. Hemograma e sinais de sangramento.

Alternativas

Anticoagulantes orais diretos (DOACs) com cautela: apixabana e rivaroxabana são substratos de CYP3A4 e P-gp (contraindicados com ritonavir). Dabigatrana (não metabolizada por CYP) pode ser opção, mas requer ajuste renal. Edoxabana tem menor interação. Preferir heparina de baixo peso molecular se possível.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; bula ritonavir; relatos de caso (PubMed: interação ritonavir-warfarina)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ritonavir com Warfarina?

A combinação de Ritonavir com Warfarina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo do efeito anticoagulante (INR elevado), com risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal, hematomas extensos) e potencialmente fatal. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose de warfarina empiricamente em 50-70% no início do ritonavir. Monitorar INR diariamente na primeira semana, depois a cada 2-3 dias até estabilização. Ajustar dose conforme INR alvo.

Ritonavir e Warfarina interagem?

Sim, Ritonavir e Warfarina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve warfarina é uma mistura racêmica. o enantiômero s (mais potente) é metabolizado principalmente pelo cyp2c9 (via de alta afinidade, km ~3-5 μm). ritonavir inibe cyp2c9 (ic50 ~2-5 μm) e cyp3a4 (metaboliza r-warfarina). a inibição do cyp2c9 pode reduzir a depuração da s-warfarina em 50-70%, aumentando o inr e o risco de sangramento grave. relatos de caso documentam aumentos de inr > 10 e sangramentos com necessidade de hospitalização.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: reduzir dose de warfarina empiricamente em 50-70% no início do ritonavir. monitorar inr diariamente na primeira semana, depois a cada 2-3 dias até estabilização. ajustar dose conforme inr alvo..

Qual o risco de Ritonavir com Warfarina?

O risco da associação Ritonavir + Warfarina é classificado como GRAVE. Aumento significativo do efeito anticoagulante (INR elevado), com risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal, hematomas extensos) e potencialmente fatal. Monitorar: inr basal, diário por 7 dias, depois a cada 48-72h até estabilidade. após estabilização, manter monitoramento semanal enquanto durar a coadministração. hemograma e sinais de sangramento..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Grave

Atualizado em junho/2026

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