Ritonavir + Sunitinibe
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Relatos de caso documentam QTc >550 ms com sunitinibe em monoterapia; risco aditivo com ritonavir é plausível e clinicamente significativo.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio retificadores tardios (IKr) codificados pelo gene hERG (KCNH2). Ritonavir inibe IKr com IC50 ~1.5 μM; Sunitinibe inibe IKr com IC50 ~0.2 μM. Efeito aditivo na repolarização ventricular, reduzindo a reserva de repolarização e aumentando o risco de arritmias ventriculares precoces pós-despolarização (EADs).
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável e após avaliação cardiológica: realizar ECG basal e semanal nas primeiras 4 semanas, depois mensal. Manter K+ sérico ≥4.0 mEq/L e Mg2+ ≥2.0 mg/dL (repor se necessário). Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Ajustar doses de sunitinibe conforme bula (dose inicial 50 mg/dia 4 semanas on/2 off; considerar redução para 37.5 mg/dia se necessário).
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia preferencialmente) basal, semanal por 4 semanas, depois mensal. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basal e a cada ECG. Monitorar sinais/sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura). Hemograma completo e função hepática conforme protocolo oncológico.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por alternativa sem risco conhecido de prolongamento do QT (consultar lista CredibleMeds: www.crediblemeds.org). Para antirretroviral, considerar inibidor de integrase (dolutegravir, bictegravir) ou inibidor de entrada (maraviroque). Para oncologia, avaliar outro inibidor de tirosina quinase com menor risco de QT (ex: pazopanibe, axitinibe) conforme perfil molecular.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; Estudos de canal hERG: Mirams et al. 2011; Relatos de caso sunitinibe: Bello et al. 2009
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Sunitinibe?
A combinação de Ritonavir com Sunitinibe apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Relatos de caso documentam QTc >550 ms com sunitinibe em monoterapia; risco aditivo com ritonavir é plausível e clinicamente significativo. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável e após avaliação cardiológica: realizar ECG basal e semanal nas primeiras 4 semanas, depois mensal. Manter K+ sérico ≥4.0 mEq/L e Mg2+ ≥2.0 mg/dL (repor se necessário). Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Ajustar doses de sunitinibe conforme bula (dose inicial 50 mg/dia 4 semanas on/2 off; considerar redução para 37.5 mg/dia se necessário).
Ritonavir e Sunitinibe interagem?
Sim, Ritonavir e Sunitinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio retificadores tardios (ikr) codificados pelo gene herg (kcnh2). ritonavir inibe ikr com ic50 ~1.5 μm; sunitinibe inibe ikr com ic50 ~0.2 μm. efeito aditivo na repolarização ventricular, reduzindo a reserva de repolarização e aumentando o risco de arritmias ventriculares precoces pós-despolarização (eads).. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável e após avaliação cardiológica: realizar ecg basal e semanal nas primeiras 4 semanas, depois mensal. manter k+ sérico ≥4.0 meq/l e mg2+ ≥2.0 mg/dl (repor se necessário). suspender se qtc >500 ms ou aumento >60 ms. ajustar doses de sunitinibe conforme bula (dose inicial 50 mg/dia 4 semanas on/2 off; considerar redução para 37.5 mg/dia se necessário)..
Qual o risco de Ritonavir com Sunitinibe?
O risco da associação Ritonavir + Sunitinibe é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Relatos de caso documentam QTc >550 ms com sunitinibe em monoterapia; risco aditivo com ritonavir é plausível e clinicamente significativo. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia preferencialmente) basal, semanal por 4 semanas, depois mensal. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basal e a cada ecg. monitorar sinais/sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura). hemograma completo e função hepática conforme protocolo oncológico..
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Atualizado em junho/2026
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