Ritonavir + Propranolol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de propranolol, podendo causar bradicardia excessiva, hipotensão, broncoespasmo e, em casos graves, choque cardiogênico. O risco é maior em pacientes com asma ou DPOC.

Mecanismo

Ritonavir é um inibidor moderado do CYP2D6 (IC50 ~2-5 μM), enzima responsável por ~30-40% do metabolismo do propranolol (hidroxilação). A inibição pode aumentar a AUC do propranolol em 1,5 a 2 vezes, com relatos de casos de bradicardia e hipotensão exacerbadas. O propranolol também é metabolizado por CYP1A2 e CYP2C19, vias que podem ser induzidas pelo ritonavir, mas o efeito inibidor sobre CYP2D6 geralmente predomina.

📋Conduta Clinica

Iniciar propranolol com dose reduzida (ex.: 50% da dose usual) e titular lentamente com base na resposta clínica e frequência cardíaca. Se já estiver em uso de propranolol, reduzir a dose em 50% ao iniciar ritonavir e reajustar conforme necessário. Evitar em pacientes com doença pulmonar obstrutiva.

🔍O que monitorar

Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial semanalmente no primeiro mês. ECG basal se houver risco de bradiarritmia. Avaliar sinais de broncoespasmo em pacientes suscetíveis.

Alternativas

Substituir propranolol por um betabloqueador não metabolizado pelo CYP2D6 (ex.: atenolol, nadolol) ou substituir ritonavir por um antirretroviral sem efeito inibidor do CYP2D6.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Relatos de caso (Peyriere H, et al. Clin Infect Dis. 2001)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ritonavir com Propranolol?

A combinação de Ritonavir com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de propranolol, podendo causar bradicardia excessiva, hipotensão, broncoespasmo e, em casos graves, choque cardiogênico. O risco é maior em pacientes com asma ou DPOC. Iniciar propranolol com dose reduzida (ex.: 50% da dose usual) e titular lentamente com base na resposta clínica e frequência cardíaca. Se já estiver em uso de propranolol, reduzir a dose em 50% ao iniciar ritonavir e reajustar conforme necessário. Evitar em pacientes com doença pulmonar obstrutiva.

Ritonavir e Propranolol interagem?

Sim, Ritonavir e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir é um inibidor moderado do cyp2d6 (ic50 ~2-5 μm), enzima responsável por ~30-40% do metabolismo do propranolol (hidroxilação). a inibição pode aumentar a auc do propranolol em 1,5 a 2 vezes, com relatos de casos de bradicardia e hipotensão exacerbadas. o propranolol também é metabolizado por cyp1a2 e cyp2c19, vias que podem ser induzidas pelo ritonavir, mas o efeito inibidor sobre cyp2d6 geralmente predomina.. A conduta recomendada é: iniciar propranolol com dose reduzida (ex.: 50% da dose usual) e titular lentamente com base na resposta clínica e frequência cardíaca. se já estiver em uso de propranolol, reduzir a dose em 50% ao iniciar ritonavir e reajustar conforme necessário. evitar em pacientes com doença pulmonar obstrutiva..

Qual o risco de Ritonavir com Propranolol?

O risco da associação Ritonavir + Propranolol é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de propranolol, podendo causar bradicardia excessiva, hipotensão, broncoespasmo e, em casos graves, choque cardiogênico. O risco é maior em pacientes com asma ou DPOC. Monitorar: monitorar frequência cardíaca e pressão arterial semanalmente no primeiro mês. ecg basal se houver risco de bradiarritmia. avaliar sinais de broncoespasmo em pacientes suscetíveis..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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