Risperidona + Verapamil

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. O risco é maior em pacientes com bradicardia (< 60 bpm), hipocalemia ou cardiopatia estrutural.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). A risperidona inibe o canal hERG com IC50 de ~1.5 μM, e o verapamil com IC50 de ~5 μM. Embora o verapamil também bloqueie canais de cálcio (L-type), o que poderia atenuar o prolongamento do QT, o efeito líquido em altas concentrações é de prolongamento. Além disso, o verapamil é um inibidor moderado do CYP3A4 e da glicoproteína-P, podendo aumentar os níveis de risperidona em 20-30%, amplificando o risco. O verapamil também pode causar bradicardia, que é um fator de risco independente para TdP.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável: 1) ECG basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) Manter FC > 60 bpm; se bradicardia, reduzir dose de verapamil ou considerar marcapasso. 3) Corrigir K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 4) Reduzir dose de risperidona em 25% devido à inibição do CYP3A4. 5) Suspender se QTc > 500 ms.

🔍O que monitorar

ECG com QTc e FC antes do início, 1 semana após e mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+) no basal e semanalmente. Monitorar sinais de arritmia e PA (risco de hipotensão).

Alternativas

Substituir risperidona por aripiprazol ou lurasidona (menor risco de QT). Para hipertensão/arritmia, usar anlodipino ou diltiazem (risco menor de interação farmacocinética, mas ainda com risco de QT).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication

Perguntas Frequentes

Pode tomar Risperidona com Verapamil?

A combinação de Risperidona com Verapamil apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. O risco é maior em pacientes com bradicardia (< 60 bpm), hipocalemia ou cardiopatia estrutural. Evitar a associação. Se indispensável: 1) ECG basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) Manter FC > 60 bpm; se bradicardia, reduzir dose de verapamil ou considerar marcapasso. 3) Corrigir K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 4) Reduzir dose de risperidona em 25% devido à inibição do CYP3A4. 5) Suspender se QTc > 500 ms.

Risperidona e Verapamil interagem?

Sim, Risperidona e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr). a risperidona inibe o canal herg com ic50 de ~1.5 μm, e o verapamil com ic50 de ~5 μm. embora o verapamil também bloqueie canais de cálcio (l-type), o que poderia atenuar o prolongamento do qt, o efeito líquido em altas concentrações é de prolongamento. além disso, o verapamil é um inibidor moderado do cyp3a4 e da glicoproteína-p, podendo aumentar os níveis de risperidona em 20-30%, amplificando o risco. o verapamil também pode causar bradicardia, que é um fator de risco independente para tdp.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: 1) ecg basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) manter fc > 60 bpm; se bradicardia, reduzir dose de verapamil ou considerar marcapasso. 3) corrigir k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. 4) reduzir dose de risperidona em 25% devido à inibição do cyp3a4. 5) suspender se qtc > 500 ms..

Qual o risco de Risperidona com Verapamil?

O risco da associação Risperidona + Verapamil é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. O risco é maior em pacientes com bradicardia (< 60 bpm), hipocalemia ou cardiopatia estrutural. Monitorar: ecg com qtc e fc antes do início, 1 semana após e mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+) no basal e semanalmente. monitorar sinais de arritmia e pa (risco de hipotensão)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.